Domingo, 12 de Setembro de 2010

ESCOPRO E MARTELO

 

 

_ O que surgiu primeiro? Engenharia ou arquitectura?

Repetir questão redonda: _ O ovo ou a galinha?

Interessa a resposta?_ Nem um pouco!

Se forem objectos de atenção as construções piramidais do México, origens místicas, construções de adobe revestidas com estuque e pedra ornadas por frisos iconográficos, a fé no Sol e na Lua foi mandante. A engenharia serviu crenças e consequentes ídolos, «embrionou» formas que servissem a necessidade de além e destino das gentes. Interessava a técnica, as cotas iguais atingidas pelas pirâmides do Sol e da Lua ainda que esta fosse erguida em terreno mais elevado. A (des)igualdade fêmea/macho disfarçada no idêntico nível atingido. Nas pirâmides egípcias abundava mão-de-obra e tempo. A precisão topográfica dalgumas, a inclinação e orientação das faces relativamente aos pontos cardeais, unem engenharia e as ferramentas que mais aprecia: física e matemática. Ao tempo, a astronomia também ditava leis.

 

 

A arquitectura entendida não como simples base construtiva mas organização orientada dos espaços, surge mais tarde, após a época medieva. Contudo, sem a perspectiva e o desenho, de pouco serviria. Neles alicerçada viria a abranger todo o espaço habitável, os utensílios necessários e a teia urbana. Indistintas artes maiores e menores. Arquitectura é técnica e arte, a Engenharia conjunto sábio e somado de ciências. O belo surge assinado pela sensibilidade do autor, não pela estrita observância de ângulos e declives. As escadas lançadas ao topo provam. 

 

 

Nas imagens do mesmo lugar, amanhecido ou entardecido o dia, os limites da abóbada celeste são mostra de sentires e cores diferentes, para esse fim concebidos o jogo de colunas e arcos, a geometria (a)ssimétrica. Arte sujeita, como noutra qualquer forma, a plágios, se bem que irrepetível o elo com as características físicas do lugar onde a construção se integra. Na pintura, entretanto, autodidacta portuguesa copia mestres que marchand desonesto vende - suspeito quem seja, confesso, e os deuses esqueçam o mau juízo que oculto. Ela abalançada a «copiona» das obras de autores nomeados uma e muitas vezes na arte portuguesa e mundial, ele em grau acima mais reles que o do comprador ignorante duma falsa serigrafia do Pomar como se original fosse.

 

Nota: imagens recolhidas há curtos dias na Pousada D. Afonso II, Álcacer do Sal.

 

CAFÉ DA MANHÃ

  

Porque apetecia dançar enquanto não era conhecida a morte de Chabrol.

 

publicado por Maria Brojo às 08:49
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
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