Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

SOBRE BALIDOS, TUGIDOS E MUGIRES

John Reynolds, Henry Philipe Loustau

 

Foi divulgado na Animal Behaviour, estudo da Universidade de Londres* onde consta que dos cabritos os balidos evoluem com o crescimento e socialização com os pares. Eram apenas julgados os humanos, morcegos e cetáceos, algumas aves, capazes de imitar sons. Engano redondo – as cabras fazem semelhante e, tal como as crias adquirem sotaque próprio. Também as vacas regionalizam o mugir.

 

Regionalismos humanos, conhecemos, mas de animais sem ‘razão’? Alguns dos nossos deputados dão crédito ao sabido e à novidade. Que rugem e mugem sabíamos. Mas pensemos esta frase do deputado Agostinho Lopes a Álvaro Santos Pereira após escaldante troca de palavras acusatórias:

_ “Não diga asneiras, porra!”

 

Os animais ditos irracionais maravilham-nos, humanos nem tanto no que à fonética concerne. Excepção feita, e é cinéfila, a fabulosa Audrey Hepburn no papel de florista de rua, Eliza Doolittle, inicialmente às portas de Covent Garden antes de Rex Harrison, professor Henry Higgins, a transformar numa My Fair Lady como exemplo social.

 

* http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1534231

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:04
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Quinta-feira, 19 de Janeiro de 2012

DITOS E «BOCAS»

 

Autor que não foi possível identificar, Tim Obrien

 

Não resisto a transcrever uma pérola do livro “O Medo do Insucesso Nacional” cujo autor é o actual Ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira. «Durante séculos, a majestosa cidade de Braga especializou-se na produção de um produto: padres. Basta percorrer as monumentais ruas da cidade para perceber a importância que a religião e a Igreja Católica têm para a região. São edifícios e mais edifícios (muitos deles de grande dimensão) dedicados à produção e formação de sacerdotes. Hoje em dia, a indústria de produção de sacerdotes bracarenses está em declínio”. (…) Porquê? (…) A grande causa do declínio da Igreja Católica em Portugal é simplesmente a falta de competitividade. A indústria de produção de padres perdeu competitividade, pois os custos de produção de novos sacerdotes são demasiado altos e o preço do sacerdócio é extremamente elevado.»

 

Outra afirmação, esta não me surpreendeu, de Otelo Saraiva de Carvalho: _ "O desagrado popular pode conduzir a um golpe de Estado pelos militares, mas, não havendo condições para isso, dependerá dos efeitos da nova lei geral do trabalho." Probabilidade remota e coisa e tal, não estivessem convertidos em yuppies com galões as médias e altas patentes militares que, duvido, trocassem carreira de mandadores pela entrega do poder aos civis. Também estes, sem dinheiro para cravos, não passariam pelo mesmo filme duas vezes, ou não reagissem apenas sob emoção obediente pelas subserviências genéticas.

 

Com 36 anos morreu no dia 19 de Janeiro de 1982. Foi a melhor intérprete de sempre da música brasileira. Seu nome: Elis Regina.

 

CAFÉ DA MANHÃ

                                                                                             Elucidativo e sem nada a opor através de António Eça de Queiroz

publicado por Maria Brojo às 11:04
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Terça-feira, 28 de Junho de 2011

FLORIDA TAMBÉM AQUI

Carlos Botelho

 

Ao novo ministro da Economia e do Emprego, Álvaro Santos Pereira, já foram tecidas loas devidas também ao respectivo percurso como brilhante académico. Funções iniciadas, lamentou não ser Portugal a Florida da Europa. Temos latitude semelhante, clima ameno, gente afável, soberbo território e tradições que surgem como factores/lastro da possibilidade.

 

Em belezas naturais fica a perder a Florida e ganha por muitos o nosso país. Se houve alturas em que rejeitei liminarmente a ideia de sermos o INATEL europeu, a história recente do descalabro económico que nos enferrna obriga a avaliar outros pensares. Atrasámo-nos em relação a Espanha que a tempo lobrigou o potencial turístico planeado com qualidade assente na procura e sem preocupações selectivas – o designado ‘pé-descalço’ tem direito a lazer e divertimento que o calce em forças para o resto do ano.

 

À boa maneira das vistas curtas portuguesas, estragámos pérolas ambientais, demorámos a dar formação aos empregados e patrões do sector turístico, apostámos no improviso e no laxismo. Restando quase impolutas certas regiões, é hora de inaugurar nova era. O Alentejo e o Norte e o Centro com magníficas serras e águas termais e belezas de espanto merecem atenção. Que o planeado seja bem estruturado e formoso, que seja promovido o termalismo.

 

Não sendo possível emendar erros antigos, que o novo aprenda com eles. Entre outras, existe área empresarial capaz de ajudar eficazmente a recuperação económica: turismo de excelência para «estranjas» e nacionais.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 07:13
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