Quinta-feira, 25 de Novembro de 2010

SUSHI ALENTEJANO

Gil_Elvgren, Adriaen Coorte

  

Greves que envolvam paralisação dos transportes, gerais ou não, têm vantagens para os desalinhados: demoram horas os percursos na procissão das latas rodadas e permitem ver o que o trote veloz apaga. Quanto Outono lindo em Lisboa sem precisar para o reparo de caminhos outros que não os habituais! Para os vindos da Lusíada, o separador de faixas até à Praça de Espanha é um primor de dourados e verdes negros. Sem desvio à direita que rompa a Praça lateralmente, seguindo em frente para desembocar próximo da Mesquita, fica o Bairro Azul. O prédio onde o Solnado viveu pontifica na primeira esquina. Com saudade no coração, espera a rua desaguo de quem pretende virar na mais próxima à direita, rente a outra catedral espanhola (El Corte Inglés) na cidade moura, nunca morcona – esta amo também por razões que o caso não requer e torna elogio o que o vulgo dos futebóis e vaidades ociosas julgam, na aparência, depreciativo. Outras andanças em pouco relacionadas com afectos urbanos.

 

Ora, na rua falada sem o ser, a fila estática, paradinha porque anestesiada ou molengona, vi portas encimadas com indicação inusual: Gustus, Sushi alentejano e Tradicional. Imaginei o pior. Orelha ou focinho de porco crus em finas lâminas, sangue arredado no mínimo, secretos e migas por cozinhar. Após trabalho consciente no papel fura-greves de quem não dá um cêntimo a entidades que muito desbaratam, googlei. Pitéus: “rolinhos de bacalhau com grelos e broa, rolinhos de caldo verde com linguiça, rolinhos de porco preto e javali, de morcela com puré de maçã... Para quem não é dado a fusões deste tipo, as alternativas passam por hamburgalheira ou hamburganheira, uma com alheira e queijo de cabra, a outra com farinheira, ou por um dos pratos da ementa fixa.” Anotei: “preços convidativos. Ao almoço há um menu de sushi por 12,50 euros e um outro com sopa, prato, bebida, sobremesa e café por 8,50 euros. Ao jantar os preços também são económicos. (…) A decoração é alegre e informal, o ambiente é simpático e bem disposto. Em noites de casa cheia, o serviço pode tornar-se muito lento e o tempo de espera excessivo, o que é parcialmente compensado pela simpatia. A relação preço/qualidade é muito boa.” Nã sei, nã vi.

 

Pois é! Nem com tão rasgadas loas lá entrarei. Para alentejano sério tenho o Galito, bem melhor que o Solar dos Nunes ali p’ra Alcântara. 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Querida Dobra: _ A harmonia do etéreo une-nos, além da amizade, além da menina, além do dizível.

 

publicado por Maria Brojo às 07:40
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