Segunda-feira, 3 de Junho de 2013

CAMÕES E D. SEBASTIÃO HOJE

 

Camões por Ricardo Campus e D. Sebastião por Costa Pinheiro (Tapeçaria de Portalegre)

 

Por esta época e anualmente, são feitas previsões meteorológicas do ciclo estival. Férias escolares significam remanso das famílias e dos cidadãos em geral. Período de sol e mar ou de ir para fora cá dentro ou fora mesmo ou «dentro-dentro». Ninguém cuida de antecipar o clima outonal, invernoso ou primaveril. Nestes ciclos, a maioria das gentes está engaiolada nas paredes laborais ou em busca de trabalho que a cada dia falta mais.

 

Logro primário o idear dalguns centrados nos umbigos de privilégios de estarem em ócio os desempregados de curta ou longa duração. Simples operação de multiplicar a instabilidade sentida basta para compreender o estendal de desconfiança, desesperança, desespero de quem foi privado do direito ao trabalho e à dignidade pessoal. Pior: nenhum trabalhador a salvo desta maré negra.

 

Dos direitos básicos conferidos aos humanos, estão os portugueses reduzidos a um – liberdade de expressão. Isto por ora, que o amanhã ao Olimpo pertence. No desgosto generalizado que um Portugal servil dos interesses da «estranja» inspira, apenas é possível futurar onda de fogo posto que o restante destrua. No entanto, como povo, temos peculiaridades a realçar: somos os únicos neste mundo que têm como símbolo nacional um poeta em vez dum guerreiro, dum rei ou duma revolução. No caso, Camões. Sem data de nascimento conhecida, pobretanas, cego, náufrago, prisioneiro, pensa-se ter morrido por volta de 10 de Junho. Analisando bem, vida/resumo de infelicidade. Analisando ainda melhor, justificado o símbolo pelo atavismo desgraçado que a história deste povo representa. Acresce fiarmo-nos, e já lá vão trezentos anos, no regresso nublado dum rei que deixou órfão este povo e poderia resgatá-lo.

 

Hoje, o mito sebastianista consubstancia-se ainda na espera dum salvador da pátria que desfaça o enguiço em que continuamos mergulhados.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Agostinho da Silva - Instruir, Educar, Reformados, Camões e Pessoa

 

publicado por Maria Brojo às 09:55
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

MAGNOCATULO NA CONTINUAÇÃO DO TEXTO DE ONTEM

 

Bryan Larsen

 

“Por alguma razão as esco­las Jesuítas têm for­mado muita gente notá­vel, em conhe­ci­mento e em caráter.

 

Trata pois o texto de cui­dar do incen­ti­vo aos pro­fes­so­res para ensi­nar, sem o qual, a apren­di­za­gem é ine­fi­ci­ente. Quan­tos pro­fes­so­res sabem trans­mi­tir a pai­xão pelo conhe­ci­mento, pela des­co­berta? Quan­tos pro­fes­so­res se empol­gam e como­vem pelas des­co­ber­tas dos seus alu­nos? O que é que vale a pena ensi­nar? Haverá incen­tivo outro, além do salá­rio nas soci­e­da­des atu­ais? Com a pro­du­ção de conhe­ci­mento em con­tí­nua espi­ral, não esta­mos a per­der a noção do essen­cial? Essa ava­lan­che do conhe­ci­mento não nos está a con­du­zir à mor­tí­fera espe­ci­a­li­za­ção? À soci­e­dade dos que sabem muito de muito pouca coisa! Não é irreversivelmente des­tru­tivo que cada um no seu mis­ter des­co­nheça o impacto glo­bal da sua ação focada exclu­si­va­mente num con­texto restrito?

 

E quem deve deci­dir o que se deve apren­der? O Estado? Os Pais? Os alunos?

 

Defendo uma escola capaz de for­mar livres-pensadores, que sejam eles pró­prios, adqui­ri­das as fer­ra­men­tas neces­sá­rias, capa­zes de deci­dir por si o que que­rem apren­der e com quem.

 

Terei que refe­rir o ine­vi­tá­vel Agos­ti­nho: “Ainda um dia have­re­mos de fazer uma Escola onde cada um apren­derá o que neces­sita de saber”. Quando tal acon­te­cer, esta­re­mos muito perto da autên­tica Liberdade!

 

Sem bons professoras(as) esta­re­mos todos perdidos!”

 

 

Texto/comentário assinado por Magnocatulo ao post “Ratio Studiorum da Companhia de Jesus” publicado ontem no “Escrever é Triste”.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Apesar de longo o vídeo, merece ser visto até ao final.

 

publicado por Maria Brojo às 09:24
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
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