Al Buel, autor que não foi possível identificar
Tem telhado que encima casa e janelas. Árvore frondosa com troncos imponentes, alpino o pinheiro, cogumelos comuns em ilustrações nas histórias de encantar. Chaminé, fumo e sol. Folhas de hera, ícones/lembranças da casa beirã. Tela ingénua solicitada como presente de Natal. A janela maior retrata faces amadas, as outras, sem tabuinhas, protegidas por linhos puros terminados em rendas de algodão que dedos familiares e queridos engendraram. Destes pormenores a tela não conta, apenas lembra. Assinatura e ano estão lá; omisso o dia em que pincel elaborou registos.
A tela não surgiu por economia compatível com os tempos de mudança e poupança. Presentes existem que retratam amor de família, ternura a rodos como é privilégio dum clã enlaçado por finas sedas e cambraias. Harmónico. Para o adquirido a disponibilidade existe sem constituir o mais desejado. Fim-de-semana eufórico e feliz, porque dedos comandados pelo coração fizeram obra/herança e não esqueceu quem dele foi a protagonista rodeada por plateia ausente de rostos amados. E o Natal começa assim. E os afectos ganham território aos consumos triviais.
No cavalete secam óleos. Semana e meia, pouco mais, devem resistir ao toque, ao ver para crer. O segredo permanece até à descida dos 'Pais Natal'. Até ao regresso da Missa do Galo. Até ser impossível conter demonstrações desejadas pelos amores.
CAFÉ DA MANHÃ
Adoçantes
Peregrinando
Brasileiros