Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

TERRAMOTO NA EDUCAÇÃO

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Jim Daly

 

Quando me sinto provocada nas minhas convicções, quando a revolta me embarga o verbo, quando se trata de ultraje aos elementares direitos dos cidadãos, procuro distanciar-me até o racional ganhar à subjetividade. «Reações a quente» não se harmonizam com quem sou. Prefiro diálogo esclarecedor ou, na impossibilidade de acontecer, exercitar análise crítica isenta de emoções.

 

 

O direito à saúde, à educação, à justiça são áreas sensíveis das quais não me distraio. Pela omissão de escritos meus sobre os sucessivos escândalos do administrar governamental nas prioridades sociais atrás referidas, que não subjaza o meu alheamento. Estive, estou, estarei (se amanhã acordar) centrada no respeito aos direitos humanos no mundo, em Portugal especialmente. A não esquecer que na passada terça-feira o nosso país foi eleito membro do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU para o biénio 2015/2017 numa votação recorde - nunca qualquer país recebeu um tão elevado número de votos para uma organização das Nações Unidas. Foi bonito. Soube a mel.

 

 

Vai o ano letivo a meio do primeiro período de aulas, educandos e educadores continuam desesperados por começo invulgarmente tardio do ano escolar. Professores saltitam de uma colocação escolar para outra, alunos sem aulas ou que já conheceram três professores numa só disciplina ficando dias-a-fio sem nenhum. Terramoto na educação. Terramoto na estabilidade de crianças e jovens que carecem de confiança nas escolas para o estudar ser estímulo e não roleta russa. Terramoto nas famílias angustiadas perante sistema em descalabro.

 

 

Como acreditar na evolução de um povo quando o edifício educativo se alicerça em solo incompetente?

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 11:22
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Segunda-feira, 22 de Junho de 2009

UMA QUESTÃO DE PALHA SÃ

Jahaziel Minor
 
So far, so good, apetece comentar sobre a primeira fase dos exames nacionais que termina amanhã. Quedou-se e despiu o lençol branco o fantasma da instabilidade nas escolas agitado pelos sindicatos dos professores. Os estudantes, inquiridos por jornalistas antes do exame de Português do Secundário, foram unânimes _ sentiam-se preparados; os professores faltaram substancialmente menos durante o ano lectivo. O Everest pariu uma cobaia em vez de rato merecedor do nome.
 
Os testes intermédios, realizados duas vezes no ano lectivo, semelhantes na estrutura ao exame nacional, habituaram os alunos ao esperado no fim. Instrumentos criados por este Governo. Houve maior exigência na atitude de cada professor. Sem metralhadora apontada às costas. Não foi precisa. Limitaram-se a apurar técnicas. Tê-lo-iam naturalmente feito pela avaliação que mais conta: os resultados obtidos nos exames pelos estudantes que leccionaram. Essa, sim, reflecte o trabalho do ano, conquanto sujeita a combinações aleatórias que não dependem do professor. Mas faz pensar e evoluir.
 
O empenho dos docentes manteve-se ou aumentou. O Adamastor da avaliação rapidamente se transformou em bichano ronronando ao sol. Porém, não fique subentendido tudo ter corrido bem. É verdade que as hesitações ministeriais, informação insuficiente, desfasada, aos soluços e em marcha-atrás ajudaram a construir o mostrengo. O tom agressivo no discurso oficial foi betão que o fez crescer.
 
Na Beira Alta, é dito:
_ Todo o burro come palha. É preciso saber dá-la.
E nem os professores são asnos, nem a palha era sã, nem fornecida à medida da digestão.
 
CAFÉ DA MANHÃ
 
publicado por Maria Brojo às 07:51
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