Domingo, 21 de Junho de 2015

SEJA BEM APARECIDO SR. VERÃO!

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Anna Halldin-Maule

 

 

 

Começa hoje o verão às 18 horas e 16 minutos com muito calor. Solstício de verão é um fenómeno astronómico que marca o iníco desta nova estação. Corresponde ao instante em que o Polo Norte apresenta uma inclinação de 23,5º em direção ao Sol, enquanto no solstício de inverno o Polo Norte fica afastado do Sol com uma inclinação de 23,5º. O termo solstício tem a sua origem no latim solstitius que significa "ponto onde a trajetória do sol aparenta não se deslocar". Consiste em sol + sistere que significa "parado".

 

 

 

No solstício de verão ocorre o dia mais longo do ano e consequentemente a noite mais curta, em termos de iluminação por parte do Sol. No hemisfério norte e este ano, acontece a 21 de junho e o solstício de inverno nos dias 21 ou 23 de dezembro. Os dias e horas em que ocorrem os solstícios não são iguais devido à velocidade atingida pela Terra na órbita elíptica. A viagem é mais rápida quando a Terra está mais próxima do Sol (periélio) do que quando está mais distante (afélio).

 

 

 

O solstício acontece graças aos fenómenos de rotação e translação do planeta Terra que distribui a luz solar de forma desigual entre os dois hemisférios. O solstício de inverno significa que a luz do sol não incide com tanto fulgor no hemisfério em questão. São fenómenos opostos dependendo do hemisfério em que um determinado país se encontra. Por isto, quando é inverno no hemisfério sul, é verão em Portugal.

 

 

 

Os solstícios estão relacionados com esoterismo e para muitas culturas têm simbolismo relevante. Nelas, o solstício de verão é motivo de grande alegria, porque representa a vitória da Luz sobre a Escuridão.

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 11:50
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Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2015

PODIA SER DEZANOVE O SÉCULO

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City College's Diego Rivera Mural

 

 

 

Tem trinta e quatro anos, baptizada Célia, é filha duma irmã. Foi engendrada em silêncio incestuoso no quarto dos irmãos, ao lado daquele onde dormia a mulher do pai. Família pobre entre os mais pobres. Cresceu em ambiente de rancor e ódios, excepto no seio dos irmãos/tios. Todos iam à lenha para alimentar o fogo donde magras refeições eram distribuídas, amanhavam leiras que gente boa e condoída lhes dava para cultivo delas provindo a fatia maior do sustento. Roupas, o mesmo. Recebendo pintos ou coelhos, era feita criação; a seu tempo, presenteavam os benfeitores – haviam aprendido, sabe Deus como, o sentido da palavra gratidão.

 

 

 

 

Infância e adolescência cruel para meninos tão meninos como todos. Gostavam da escola que lhes abrandava os carregos, sentiam-se iguais aos colegas nas horas ocupadas com livros e cadernos e lápis. Chegados a casa, a faina costumada. Como brinquedos sobras de outras crianças, aqueles que construíam, os animais do campo, os segredos das matas próximas. À medida dos anos e da força, trocavam escola por ofício que acrescentasse pecúlio à família. Os mais afoitos emigraram. Foi o caso da Célia, não sem que antes, tinha dezasseis anos, parisse filho do que viria a ser marido. Na Suíça, viu luz o segundo, fisionomia copiada da mãe. Porque o álcool desatinava o seu homem, os maus-tratos fizeram dela fugitiva com uma criança ao colo e outra pela mão. Instituições facilitaram-lhe o regresso. Par de anos depois, engravida de um namorado. O pai avisou-a:

_ Sendo menina não a quero em casa.

 

 

 

 

E foi. Que remédio outro senão procurar sítio onde vivesse com os três filhos? Uma vizinha tinha casebre desocupado. Ofereceu-lho. Aceitou. Fardos de palha serviam de cama, piolhos atormentavam-na e às crianças. Perante a realidade, foi-lhe proposto dar a pequerrucha para adoção. Consolou-a fantasiar a menina com um viver melhor que o dela.

_ Sei onde a minha filha está e vejo-a, às escondidas, quando as saudades apertam.

Tempo de alcoolismo, do alheamento da realidade, da cura deliberada através da ajuda que pediu.

_ Não estou curada. Serei alcoólica toda a vida. Mas, sempre que a tentação chega, penso em mim, na minha família e ultrapasso-a. Continuo as reuniões que sinto ajudarem-me.

 

 

 

 

Ontem, seguiu para a Guarda a caminho de mais uma. O actual companheiro, homem trabalhador que a ama, acompanhá-la-ia até ao autocarro. Seis e meia do amanhecer, pequeno-almoço no tabuleiro pousado na mesa do terraço, assento no cadeirão de verga, lusco-fusco na montanha em frente, candeeiro público aceso, (…)

 

 

 

 

Nota – Texto integral aqui.

 

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2014

HISTÓRIA DE (DES)ENCANTAR

 

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 John Hagan

 

Olhavam o céu encostados à grade da praia de Carcavelos onde a boca do túnel deita a língua de fora até ao paredão. A noite chegara há horas, enganava o momento –- seguinte ao jantar. Noites longas, curto o dia que por volta das quatro, estando farrusco o tempo, pisca olho ensonado ao horizonte onde o aguarda, para a deita, cama.

 

 

Num sítio sem história –- como se história viva fosse pertença de pedras ou de areia ou de betão -–, vestidos de negrume, miravam, espectantes, a calote salpicada de brilhos - mortos, vivos e o mais não sabido. A distância, devastadora pelos zeros se em quilómetros traduzida, é manga de ilusionista que engana o universo. Cavalgando a luz a 300 000 km.s-1, entre o óbito de uma estrela e o desligar da cintilação vista da terra, demora para cima de século e meio. O mesmo se houver universos com vida -– do jogo de probabilidades este particular não escapa! Vislumbrem-nos entes distantes e, congregados espantos no mundo deles por nós existirmos, talvez num código intrincado seja enviada carta e de nós o retrato à laia de cumprimento de boa vizinhança. Descoberta a cifra, deixar-nos-ão de boca aberta:– “ruas cheias de carruagens atreladas a cavalos, damas rabejando saias pelo chão, cavalheiros de casaca e com chapéu.” É que a imagem que de nós tiveram reportou-se a mais de cem anos atrás, por via da lonjura que a luz foi obrigada a cumprir.

 

 

Sombra única, o par ainda mirava o céu. Arrecadavam a serenidade de quem é casal. Por dentro, pela intimidade, pelo segredo cúmplice. Um deles conjugado, o outro não. Quem os visse invejaria a intensidade contida em cada gesto. A pressão das mãos. A distância anulada. Por dentro e por fora. Pela cidade, alguém pela falta do outro não dava –- o hábito é como lente de má qualidade que esborrata do outro a verdade. Casal eram eles. Quem lhes julgava deter a posse legitimada pelo carimbo oficial era companheiro de quarto, utente e sócio do histórico comum. Por isso querido. Por isso amigo. Por isso aceite. Até ao fim.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:25
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Ainda?Isso aí no Inverno é gelado ;-)

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