Sábado, 6 de Junho de 2015

HÁ DIFERENÇA ENTRE “COMPLETO” E “ACABADO”?

Amy Kollar Anderson 21.jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Amy Kollar Anderson

 

 

Existe uma diferença, sim!

 

 

Nenhum dicionário da língua portuguesa consegue explicar adequadamente a diferença entre estas duas palavras.

 

 

Durante uma recente competição linguística em Lisboa, supostamente frequentada pelos melhores do mundo, Samdar Balgobin, um homem da Guiana, foi o vencedor convincente e ovacionado por mais de 5 minutos.

 

 

A pergunta final foi a seguinte:

Como explicar a diferença entre COMPLETO e ACABADO de maneira fácil de entender?

 

 

Há pessoas que afirmam  NÃO existir nenhuma diferença entre COMPLETO e ACABADO.

 

 

Segue a sua resposta inteligentíssima:

Ao casar com a mulher certa, você está COMPLETO.

Ao casar com a mulher errada você está ACABADO.

E quando a mulher certa te apanha com a mulher errada, você está ACABADO por COMPLETO!

 

 

Ganhou uma viagem ao redor do mundo e uma caixa de ‘Scotch’ de 25 anos.

publicado por Maria Brojo às 09:34
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Sexta-feira, 22 de Março de 2013

NO VENTRE CHEIO DE UMA MULHER

 

Amy Kollar Anderson

 

Quando o ventre de uma mulher é lugar prenhe de vida e amor, desaba o mundo das pequenas coisas. Ao altar nobre da catedral íntima, ascendem afetos. No alvo linho, é deposta grinalda de gestos miúdos como salmo à glória do existir. Bordeja a toalha, entremeio de renda composto de ilusão, receios, mimos, desconfortos e dos «nadas-tudo» enlaçados por instantes, horas e meses. Muitos. Nove. Em semanas, trinta e oito; pouco mais, pouco menos.

 

Este é o tempo das ecografias arrecadas num CD. Da deteção, às doze semanas, de malformações grosseiras. De um sem-número de exames que esmiuçam o desenvolvimento da maravilha que no e do útero tem alimento e abrigo. O big-brother tecnológico espiolha, desde cedo, parcelas do crescimento celular. E é sabido o sexo do rebento. Se os pés são grandes. Se tem cabelo. Qual o peso médio ao nascer. A mãe, porque o é desde o momento da conceção, programa, assim queira, do parto os detalhes. Chama ao bendito fruto do seu ventre Manuel.

 

Recuando no tempo, ou tão somente das urbes que no presente centram recursos e informação, lembro as mulheres cobertas pelo pó da terra. Ventre curvado na apanha da batata ou da azeitona. Surpresas por sentirem escorrer nas pernas as águas da bolsa uterina. Mulheres cheias que contavam os dias em falta pela azáfama nas ceifas e nas vindimas. E pariam onde calhava. Embrulhada a criança no trapo à mão. As mamas escorrendo leite sorvido pelos gaiatos sem auxílio de enfermeiras experientes ou chip eletrónico no pulso.

 

E os garotos cresciam. E as mães engendravam outros. Pela solidariedade dos simples – tu hoje, amanhã eu -, desabrochavam vidas nos campos e lameiros. A cruel taxa de mortalidade infantil em cada seis crianças comia uma. Mas havia amor sobre a mesa e era esticado pão e caldo que a todos enganasse a sobrevivência. Para a mulher que o homem enchera, parir era dolorosa magia que multiplicava uma por dois. Como hoje. Como sempre.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:11
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Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013

RETOQUE DE NÉON

 

Amy Kollar Anderson _ Apocalyps Now 

 

“Ladies night”. Pelo visto e experimentado não me é legítimo perorar – jamais aproveitei «uminha»! Pelo relatado através de devotas, sim, as estórias são inúmeras. Falam de strip masculino – dégoûtant, je pense!, enquanto peça de carne à espera de nota na tanga – de farra extrovertida, de copos e engodos, de olhares incendiários, de one night stands tão frívolas e inconsequentes como aquelas que algumas mulheres condenam nos respectivos e punem e a quente vingam.

 

Erro primeiro: diz a regra, não eu, que a vingança é servida fria. Sobre vindictas tenho postulado: menorizam quem as pratica. A consciência das vulnerabilidades pessoais é filtro indispensável para a compreensão dos outros. Como exigir a alguém o brilho poliédrico do diamante, quando a Terra o cristalizou em grafite? Carbono puro em qualquer dos casos; um electrão, porém, covalente ou deslocalizado, faz visível diferença. O diamante vale milhares e através do polimento reluz como jóia. A grafite é condutora de energias várias, mole e untuosa. A negro risca no papel a alvura.

 

Sobre os homens escreveram serem das mulheres “delicioso complemento”. Delicioso e imprescindível, acrescento. A riqueza do pouco que aprendi, tem importante fatia recebida dos homens da minha vida. O pai foi, com luto o digo, exemplo maior de tesouro masculino. Outros constituem o mesmo para quem os ama ou com eles privam.

 

Na interacção amorosa bem sucedida, o homem e a mulher nutrem mútuo respeito, admiração, práticas diferentes, discórdias, desilusões que o balanço afectivo integra. E se é verdade entre o gineceu alimentar pelo humor os estereótipos, ao regressar aos braços de quem ama leva o saldo positivo de muito riso e a alegria da Mulher cujo parceiro ajudou a tornar maiúsculo o «m».

 

Voltando às ladies night especulo sobre algumas das razões de existirem. À cabeça, vem o lucro dos empresários nocturnos: encher os cofres em noites menores à custa de uma falsa e frívola igualdade entre sexos. Lamento se muitas das ladies contribuintes, à conta de farra liberta, somente na obscuridade cortada por flashes de laser reclamam e exercem a paridade da condição feminina.

 

O anedotário dos sexos não é um mal. Dele faço uso colorido. Como retoque de néon na corrida dos dias.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:05
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Quarta-feira, 10 de Outubro de 2012

O PROCESSO BOKANOVSKI

Amy Kollar Anderson

 

Se a ficção de Huxley passasse ao vivido, teríamos o instrumento máximo da estabilidade social. E da desesperança... De um ovo 'bokanovskizado' sairiam noventa e seis gémeos idênticos que fariam trabalhar noventa e seis máquinas também idênticas. Fecundava-se, 'bokanovskizava-se' e teríamos o condicionamento social perfeito: a garantida aceitação pelo indivíduo da inevitabilidade do papel a desempenhar neste mundo. Mas não, a realidade não adumbra a ficção e ainda há direito ao desejo e à divergência.

 

Apesar da canibalização aos ideais saltarilhos da juventude, remanesce a saudável diferença entre os indivíduos e aspirações por mais e melhor. Competimos para alcançar os propósitos que nos movem. Por isso nos avaliamos desde a mais tenra à mais vetusta idade. Avaliar não pode ser bluff nem resumir-se a close-up ao objecto de avaliação - envolve técnicas, parâmetros e saber. É ato sério.

 

Pelas bandas lusas, o discurso colectivo congestionou de bitolas e critérios. Limitado o entendimento geral também por isso.

 

Nota: texto publicado hoje no "Escrever é Triste".

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Emoções desencontradas nas telas de Amy Kollar Anderson.

 

publicado por Maria Brojo às 07:16
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ABANDONODAVID MOURÃO FERREIRAPor teu livre pensame...
Ainda?Isso aí no Inverno é gelado ;-)

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