Segunda-feira, 28 de Fevereiro de 2011

PAÍS DE FADAS, ELFOS E VAMPIROS

Autor que não foi possível identificar, Dylan Lisle, Andrew Potter

 

Somos povo adicto a escândalos e escandaleiras, estas, graus acima no apreço popular por serem pasto de publicações menores. Os quiosques enchem fracção importante da montra horizontal com títulos suculentos e rostos «larocas» de fadas e/ou de elfos que são notícia por nadas, mas lançam encantamentos sobre putativos compradores. Não estão à vista asas de libélulas nem varas de condão seguras nas mãos alongadas por unhas de gel sem verniz roído como acontece na vida real horas após a manicura ter executado pintura impecável na queratina que termina os dedos.

 

Escandaleira que dura há cinco séculos é a censura levada a cabo pelo Instituto dos Registos e Notariado quanto à livre escolha do nome dos neófitos pelos pais. Por tal somos a única democracia do ocidente que constrange a vontade paterna no prenome. Nem a China, nem o Irão, tão pouco a Turquia o fazem. Por cá, 2600 nomes proibidos, número a cada ano aumentado. Exemplos dos autorizados e dos banidos: “Abdénago, Irisalva, Kyara, Yuri, Yasmin, Joaninha, Cereja, Luna e Mar estão entre os nomes considerados legais. Ritinha, Camões, Adilson, Júnior ou Jade não são aceites.” Intriga o que tem a mais a Joaninha que a Ritinha não possui.

 

Escândalo sério é a acusação formal pelo Ministério Público, treze anos após o facto ter ocorrido, ao principal suspeito no desaparecimento do pequeno Rui Pedro. Bem pode Cândida Almeida esbanjar explicações para a demora. Nem uma valida a tragédia desde então vivida pelos pais do rapaz, na altura com onze anos. O desmoronar duma família, um menino esquecido obrigam a penalizar os responsáveis pela investigação que se convenientemente orientada desde início outros resultados seriam obtidos. É imoral e lesiva a incompetência dos serviços e seus responsáveis. Que punição os atinja e seja exemplar. Talvez o atávico laxismo das instituições públicas nacionais sofra revés definitivo.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:03
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Segunda-feira, 27 de Setembro de 2010

SOBRE USOS DOS SEXOS

Andrew Potter, Tom Albert

 

Há tempo pouco, os homens perfaziam 50% das gentes do planeta. Os Emirados Árabes levavam a dianteira ao atingirem 68%, valor diminuído 20 pontos percentuais na América Latina e no Brasil. As diferenças entre géneros não se limitam ao corpo entendido globalmente, ao cérebro em particular: os comportamentos mais têm que suscite reflexão. Sejam considerados os hábitos de consumo.

 

A mulher faz, frequentemente, depender o consumo não restrito aos bens alimentares a quatro «pês»: paixão, procura, pechincha, prazer. Utiliza-o como «comproterapia» - o lado emocional pesa num dos pratos da balança; no outro, o pragmatismo. A mulher apaixonada por um objecto na montra desiste da emoção se o atendimento for arrogante. Ela sabe como é efémera a paixão…

 

O homem é, normalmente, um consumidor mais racional: não compra um par de sapatos apenas por valorizarem uma camisa, um acessório ou conjunto novo para cada festa. Adquire o necessário menos vezes por ano - os lojistas contradizem esta afirmação –, mas despende o equivalente ou mais que os gastos femininos. Preocupado com a aparência, esqueceu o constrangimento em assumir a vaidade. Arroja cores vivas e formas ousadas. Os enfeites adquirem valor, embora historicamente sempre tenham estado presentes na imagem masculina – lembremos atavios documentados e que foram uso desde a aristocracia até aos índios. Seguida máxima antiga e nova que inclui os dois géneros: “o aspecto faz parte do cartão de visita.” Somente os cuidados estéticos apresentam inovação nos actuais hábitos consumistas masculinos.

 

Diferença faladora é o gosto das mulheres irem sozinhas às compras, quando muito penduram uma amiga, raramente o fazendo com um ou o seu homem. Este, quando preguiçoso no adquirir, apoia-se em companhia feminina – a respectiva na maioria - para aconselhamento na roupa e acessórios. Especialistas desmentem: _ quando o cliente entra na loja vem decidido e sabe o que deseja. Ponto de confluência entre os géneros é a fidelidade aos estabelecimentos de venda que lhes prestam bons serviços.

“O Super-Homem já não é o modelo de herói masculino. Actualmente, os homens tendem a admirar e desenvolver uma personalidade mais flexível como a do personagem Neo, do filme Matrix.” Homens e mulheres rompem paradigmas, também no consumo. Espanar teias frívolas da tradição é preciso.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:13
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