Quinta-feira, 7 de Fevereiro de 2013

RETOQUE DE NÉON

 

Amy Kollar Anderson _ Apocalyps Now 

 

“Ladies night”. Pelo visto e experimentado não me é legítimo perorar – jamais aproveitei «uminha»! Pelo relatado através de devotas, sim, as estórias são inúmeras. Falam de strip masculino – dégoûtant, je pense!, enquanto peça de carne à espera de nota na tanga – de farra extrovertida, de copos e engodos, de olhares incendiários, de one night stands tão frívolas e inconsequentes como aquelas que algumas mulheres condenam nos respectivos e punem e a quente vingam.

 

Erro primeiro: diz a regra, não eu, que a vingança é servida fria. Sobre vindictas tenho postulado: menorizam quem as pratica. A consciência das vulnerabilidades pessoais é filtro indispensável para a compreensão dos outros. Como exigir a alguém o brilho poliédrico do diamante, quando a Terra o cristalizou em grafite? Carbono puro em qualquer dos casos; um electrão, porém, covalente ou deslocalizado, faz visível diferença. O diamante vale milhares e através do polimento reluz como jóia. A grafite é condutora de energias várias, mole e untuosa. A negro risca no papel a alvura.

 

Sobre os homens escreveram serem das mulheres “delicioso complemento”. Delicioso e imprescindível, acrescento. A riqueza do pouco que aprendi, tem importante fatia recebida dos homens da minha vida. O pai foi, com luto o digo, exemplo maior de tesouro masculino. Outros constituem o mesmo para quem os ama ou com eles privam.

 

Na interacção amorosa bem sucedida, o homem e a mulher nutrem mútuo respeito, admiração, práticas diferentes, discórdias, desilusões que o balanço afectivo integra. E se é verdade entre o gineceu alimentar pelo humor os estereótipos, ao regressar aos braços de quem ama leva o saldo positivo de muito riso e a alegria da Mulher cujo parceiro ajudou a tornar maiúsculo o «m».

 

Voltando às ladies night especulo sobre algumas das razões de existirem. À cabeça, vem o lucro dos empresários nocturnos: encher os cofres em noites menores à custa de uma falsa e frívola igualdade entre sexos. Lamento se muitas das ladies contribuintes, à conta de farra liberta, somente na obscuridade cortada por flashes de laser reclamam e exercem a paridade da condição feminina.

 

O anedotário dos sexos não é um mal. Dele faço uso colorido. Como retoque de néon na corrida dos dias.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:05
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