Domingo, 7 de Novembro de 2010

ELAS, AS FATAIS

Colecção "Outono nos Parques de Lisboa - 2010"

 

Investem nos rubros sob a forma de bagas ou filamentos macios como seda. Desdobram-se numa euforia lasciva de recônditos expostos e, pudor descartado, reagem aos preliminares soalheiros do amanhecer outonal. Durando a noite, engoliram o suco abundante que o solo/membro ofertou. Até se diluírem nele. Até a noite amansar desejo por mais e mais. Acordadas, da brisa leve quiseram o tremor e ternura, evitando das gotas o sacrifício - pérolas de suor que não desdenharam porque a Oeste o frio só é quando lhe é permitido ser.

 

 

As que pendem, falsamente cansadas ou com vergonha, bebem a água da luz após noite de vela e cheia. E não brincam às pudicas ‘senhoras donas’ -  olham o chão que as penetra, donde se erguem; por ele levantadas e abertas e risonhas ao saudarem a madrugada cujos segredos dominam sem deles contarem minúcias. Voluptuosas, ainda dura a preguiça quando o dia é meio.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Cortesia de Veneno C.

 

publicado por Maria Brojo às 10:47
link | Veneno ou Açúcar? | ver comentários (13) | favorito

últ. comentários

Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
continuo a espera de voltar a ler-te
decidi ontem voltar a ser blogger, decidi voltar a...
Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...

Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisa

links

arquivos

tags

todas as tags

subscrever feeds