Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013

A MENTIRA

 

Amelies Welt

 

Acresce penas ao viver quem, descontando propósitos satíricos, não aprendeu a mentir. Com desenvoltura. Como segunda natureza do visível. Porfiadamente. Debitando asserções que sabe falsas e não hesita em difundir consciente do dolo que pode causar. Além desta Mentira de dicionário, outras há: as mentiras que muitos chamam verdades seletivas. A omissão, por exemplo. Menos grave – afirmam os manuais - do que a verdade maldosa, intencionalmente escancarada como arma de tortura ou burla. “Com a verdade me enganas” é ditado que a ética tem por sábio.

 

Na encruzilhada da mentira e da verdade, são tecidos enredos que capturam os puros – ainda os há! Excluídas as mentiras sociais como urgências compassivas, raras por definição e distintas da insuportável hipocrisia, há divisões na Mentira: a que atrás de si arrasta culpa e firme intento de evitar repetição, e a derramada pela boca como se fora água corrente deixando enxuto o lugar donde saiu. São os mentirosos compulsivos e os habitués pimpões que dela fazem lixívia para vícios privados. Penduram na corda pública vidas imaculadas.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:07
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Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2012

SOBRE BALIDOS, TUGIDOS E MUGIRES

John Reynolds, Henry Philipe Loustau

 

Foi divulgado na Animal Behaviour, estudo da Universidade de Londres* onde consta que dos cabritos os balidos evoluem com o crescimento e socialização com os pares. Eram apenas julgados os humanos, morcegos e cetáceos, algumas aves, capazes de imitar sons. Engano redondo – as cabras fazem semelhante e, tal como as crias adquirem sotaque próprio. Também as vacas regionalizam o mugir.

 

Regionalismos humanos, conhecemos, mas de animais sem ‘razão’? Alguns dos nossos deputados dão crédito ao sabido e à novidade. Que rugem e mugem sabíamos. Mas pensemos esta frase do deputado Agostinho Lopes a Álvaro Santos Pereira após escaldante troca de palavras acusatórias:

_ “Não diga asneiras, porra!”

 

Os animais ditos irracionais maravilham-nos, humanos nem tanto no que à fonética concerne. Excepção feita, e é cinéfila, a fabulosa Audrey Hepburn no papel de florista de rua, Eliza Doolittle, inicialmente às portas de Covent Garden antes de Rex Harrison, professor Henry Higgins, a transformar numa My Fair Lady como exemplo social.

 

* http://ecosfera.publico.pt/noticia.aspx?id=1534231

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:04
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