Alto do Pina brilhou mais e ganhou o primeiro lugar. As Marchas Populares de Lisboa saíram à rua na ante última noite. Vamos ver como foi?
Alto do Pina, Alfama e Alcântara. Assim ficou o pódio dos melhores dos melhores nas Marchas Populares.
Cor, música e animação encheram a Avenida da Liberdade, em Lisboa. As Marchas decorrem da celebração dos Santos Populares desde 1932, e são um dos mais representativos da cultura popular da cidade.
CAFÉ DA MANHÃ
G. Boersma
Os candidatos ao exame para acederem a magistratura copiaram à fartazana. Prova de respostas fechadas deve ter sido vigiado por habitantes no ‘Pomar de Jesus’, o mesmo é dizer inocentes ou distraídos do real. Qualquer professor, do Básico ao Superior, conhece neste tipo de provas a técnica da mão esquerda por via dos dedos levantados enumerando a pergunta, a direita dando resposta por esquema idêntico. Uma de duas: ou os vigilantes foram lerdos, ou coniventes.
Na primeira decisão, passagem administrativa. Na segunda, repetição da prova noutros moldes. Que os candidatos tenham sido fraudulentos, foi certo. Que no exame dos licenciados candidatos à Ordem dos Médicos e à respectiva especialidade venha a suceder parecido é presunção fundamentada. Mas quais os preceitos dos responsáveis pelas vigilâncias de exames que admitem estratégias escusas tão rudimentares? Quem os elucida sobre eles e obriga a respeitá-los? Ingénuos? Tontos? Ou de nada servem normas quando a permissidade é a única com acolhimento nos vigilantes?
Este povo tem (des)graças difíceis de entender. Valem as pilhérias em que é fértil, a saborosa malandragem acoitada ‘na massa do sangue’.
CAFÉ DA MANHÃ
William H. Hays, Ron
Ao fundo da Luis de Camões, carris encastram o pavimento. Minuto mal passado, e surge o “amarelo da Carris”. Para quem, vergonhosamente, não utiliza os transportes públicos a surpresa: foi-se o vibrar ruidoso do rolamento, a escassez de espaço, o ‘quase varandim’ da saída; idos os ‘bancos dos palermas’.
Rente à zona ribeirinha, o eléctrico progride tranquilo. De dentro para fora, a descoberta duma cidade aberta com água cerca. A luz dourada do final de tarde ilumina trajecto e chegada à Praça do Comércio. Neste Terreiro chamado do Paço, o bronze de D. José I empinado na montada ganha cor nova e a História traz à lembrança a subida dos degraus de mármore do Cais das Colunas pelo rebelde Gungunhana a soldo dos ingleses.
Passando pelo Arco da Rua Augusta, volvido de novo o olhar para cima e para o rio, é de ouro, senhores, o arco. A rua fervilha, branda, com gentes fruindo as esplanadas e a calmaria. À direita, no alto, os pinheiros mansos e as muralhas do Castelo de ouro também. Desaparecido o vazio da Baixa aos fins-de-semana, movimentado o Rossio. Subindo as ‘Escadinhas do Duque’, cruzam-se passantes, gargalhadas, línguas de variegadas partes do mundo. É Verão, as pernas libertas caminham nuas. Algumas tomam descanso e janta nas esplanadas no aperto das escadas. Outras continuam o sobe e desce, copo de cerveja na mão, alegria da descoberta nas faces.
Já a noite de sábado ganhou ao dia, já o Euphoria satisfez requintadamente a fome com a cozinha marroquina chefiada pela Acinha. No seu francês limpo conversa e despede-se com simpatia dos que entraram fregueses e saíram conhecidos próximos. Do Largo da Trindade em diante, a descida pela do Alecrim. Antes, um Camões tão repleto de vidas como todo o baixio pombalino. Depois, é a noite de sobra que embala quem escolheu a cidade para vaguear com destino.
CAFÉ DA MANHÃ
Adoçantes
Peregrinando
Brasileiros