Domingo, 6 de Abril de 2014

PÉ NÚ

  

 

Subindo a duna, na outra margem, horizontes com e sem margem. A rotação do olhar determina se uma Lisboa esvaecida pela neblina, se apenas mar. Quis ambas. Só assim o perto/longe tem sentido.

 

  

 

Passos adiante, o perto desdobra-se em areia, vegetação resistente à invernia passada, madeiras brancas limitando espaço. 

 

  

 

Surpreende azul publicitário. O nome identificador era esperado. O azul, não.

 

 

 

Portas adentro, o branco. Detalhes, vidraças amplas que multiplicam o ver.

 

 

E a mulher sorri, ri com os olhos, agradece bondade amiga que a levou até ali. Maravilha-a a descoberta de mais um lugar inebriante deste solo português.

 

 

 

Sem macularem o branco dominante, notas de cor cruzam-no. 

 

  

 

Enquanto é aguardada a refeição, a mulher capta e pede para ser captada em pixels, não se desvaneça na memória o visto. No conjunto, as unidades mínimas das imagens digitais ficarão em bom recato.

 

 

Regressando ao colorido, seria pecado ignorar o candelabro doutras eras ou desta, vá alguém saber. Podia ter indagado. Não o fiz. Contrariando a minha atávica curiosidade pelo que vejo e me intriga, desafiei-me ao pairar da interrogação.

 

 

 

Após refeição inigualável, centrei-me nas mostras do mundo vegetal que aguenta securas próprias dos areais.

 

 

Troncos como escultura. Brancos pela salinidade e pelos anos.

 

 

 

As acácias em flor nas dunas gostam de companhia. Nada têm de invejosas ou solitárias.

 

 

 

Como tão simples bem-aventuranças tornam feliz um ser!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:00
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últ. comentários

Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
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