Sábado, 1 de Setembro de 2012

ERA VERÃO

Evgeni Gordiets

 

Noite de 22 de Julho de 2009. O dia adormecido em vão prometera-a suave. Os jardins do Palácio de Belém acolheram a ópera "Dido e Eneias" e um público ansioso pela combinação espetáculo dos espetáculos e beleza do redor. Mas o dia, já em profundo sono, mentira: um frio de quebrar ossos cortava os abrigos leves de quem estava. O vento transportava para longe música e canto. Resistiam as expressões dramáticas do elenco. Quem via desertava aos poucos. Para os restantes, memorável o todo e na parte Glória de Matos ao declamar "Cantata de Dido", no final, "Alma Minha Gentil que te Partiste". Os "pastéis de Belém" foram depois.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 11:28
link | Veneno ou Açúcar? | favorito
Domingo, 26 de Julho de 2009

RAINHA DIDO À BEIRA-RIO

Dido e Eneias 2.jpg

 

Vento zumbindo nos loendros floridos de branco. Zurzindo o pinheiro alpino crescido além dos telhados. Janelas de alumínio oxidado desfazendo perfeição seiscentista. O rosa português maculado pelo durável e prático.

 

No Jardim da Cascata, Palácio de Belém, desceu noite ventosa. Mas havia ópera à beira-rio - Dido e Eneias de Henry Purcell. Produção do Teatro Nacional de São Carlos. Encenador: jovem brasileiro de seu nome André Heller-Lopes. A orquestra, (des)abrigada por plexiglass, dirigida por Geoffrey Styles.

 

O atraso de meia hora não foi explicado. Cansando a espera, aplausos em vez de pateada avisaram descontentamento. Por instantes, arredaram o frio dos pacientes espectadores do que viria e não vinha. Mas veio.

 

Rita Pereira assinou figurinos elegantes. Desobedientes à Eneida. Às vozes de novíssimos cantores portugueses do “Estúdio de Ópera” coube brilho partilhado com a orquestra. No início, Glória de Matos declamou a Cantata de Dido. Havia de retomar o palco com Alma Minha Gentil Que Te Partiste. Soberbo final. Previsto. Não assisti - frialdagem, vento substituindo música e canto, cadeiras possíveis para espectáculo de jardim e adequadas a espera num Centro de Saúde forçaram despedida sem apoteose. Antes saída que gripe e torcicolo.

 

A doçura dos pastéis de Belém, ali tão perto!, o aconchego das madeiras domésticas foram remate e consequência. Perfeitos!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 11:38
link | Veneno ou Açúcar? | ver comentários (8) | favorito

últ. comentários

Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
continuo a espera de voltar a ler-te
decidi ontem voltar a ser blogger, decidi voltar a...
Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...
De férias , para sempre. Fechou a loja... :-(

Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisa

links

arquivos

tags

todas as tags

subscrever feeds