Sexta-feira, 29 de Novembro de 2013

“MODIGLIANI, PAIXÃO PELA VIDA”

 

      

Modigliani por Picasso                                                                               Amedeo Modigliani Portrait of Jeanne Hebuterne

 

Pessoa que muito estimo e sabe da minha ânsia de mais saber nas artes plásticas, recomendou-me o filme. Mais fez: colocou-mo à disposição. «Nadas» da vida adiaram ócio em que o desfrutasse sem neurónios à bulha devida a preocupações imediatas. Num fim de tarde, eu e a casa postas em sossego, houve tempo calmo do tempo para o ver. No filme, a minha subjetividade declara irrelevantes falhas de realização, planos do cenário repetidos, alguma inabilidade na iluminação, ‘et cetera’ – orçamento baixo, pensei.

 

Justificações da dispensa de olhar ácido sobre o filme: o percurso dum homem transportado aos limites do viver, a intensidade emocional debitada no ecrã, a ambiência do princípio do século vinte numa sociedade artística do ‘bas-fond’ em Paris à mistura (Renoir e Picasso, exceções) com mecenas pomposos, a pesquisa fervilhante dum além artístico ao costumado na época, a rivalidade (ou atração de génios?) entre Modigliani e Picasso. E se li o filme classificado como dos piores de sempre, a minha discordância vai ao ponto de o considerar um dos filmes para não esquecer e rever. Não diminuo assim a excecionalidade do “Pollock” dirigido por Ed Harris e estreado em 2000. Tão pouco o faço em relação à história fictícia de “Rapariga com Brinco de Pérola”, 2003, realizado por Peter Webber onde o pintor Joannes Vermeer é tratado.

 

Desde há muito, Amedeo Modigliani é um dos meus pintores de eleição. O enamoramento cresceu ao sentir-lhe a técnica e, mais que tudo, a alma numa temporária que me levou ao Thyssen em Madrid. É que se visitar museus faz e sabe bem, são nas temporárias dedicadas a um só artista que mais aprendo sem dispersões. Na falta delas, agendei para este fim-de-semana “Os Fantasmas de Goya”. Darei notícia do visto e sentido depois.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:31
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Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

NUMBER 19

 

Jackson Pollock

 

O número 20 da Rockfeller Plaza, Nova Iorque, recebeu ontem caça-tesouros de obras de arte contemporâneas num leilão da Christie’s. A obra “Number 19” de Jackson Pollock pintada em 1948, um dos anos do período de ouro do artista, atingiu o valor de quarenta e cinco milhões de euros. O trabalho de Roy Liechtenstein em que, no espírito da Pop Art que o carateriza, recriou “Mulher com Chapéu de Flores” de Picasso rondou os quarenta e três milhões de euros. Em terceiro lugar dos recordistas, um quadro de Jean-Michel Basquiat, “Dustheads”, foi arrematado por trinta e oito milhões de euros. Com este leilão e pela receita obtida – recorde mundial -, a Christie’s levou a dianteira à Sotheby’s.

 

A pintura de Jackson Pollock foi, à época, primeiro, odiada, em seguida, louvada, graças não só à imposição nos meios artísticos da técnica do artista, mas pelo que representava – emanações da alma, do inconsciente, da emotividade. Após o Wioming onde nasceu, estudou em Los Angeles e decidiu-se por viver em Nova Iorque na modesta casa de um dos irmãos e da cunhada. Ali é visitado pela pintora Lee Krasner com quem viria a casar anos mais tarde. Sob a influência de Lee, é moderado o alcoolismo bem como as tempestades psíquicas que o atormentavam e a quem com ele privava.

 

Durante a conjugalidade com Lee e através dela, vem a conhecer e fascinar Betty Guggenheim que o inicia na elite das artes que a rodeava. Adquiriu, finalmente, notoriedade. Todavia, os padecimentos antigos nunca o abandonaram, conquanto abrandassem em intervalos de tempo sempre curtos demais.

 

Jackson Pollock - Summertime - Number 9A

 

Pollock viria a deparar-se como uma técnica que o fascinou: pingos de óleo levemente arrastados sobre papel ou tela sem que o pincel fosse o instrumento principal na construção duma obra feérica. Neste período era já figura pública dos Estados Unidos - entrevistas, documentários, artigos na imprensa. Se destes apreciava as loas, a sua misantropia era contrária a intrusões na privacidade. Mas, para melhor conhecer Pollock, nada como assistir ao extraordinário filme dirigido por Ed Harris em 2000 que mereceria óscar. Nele, a célebre frase na edição de Agosto em 1949 da revista Life: “Jackson Pollack: será ele o maior artista vivo dos Estados Unidos?” Foi.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:08
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