Terça-feira, 17 de Março de 2015

«PAPÁS» DE HOJE, JOVENS DE 70 E 80

Jim Daly  (61).jpg

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Jim Daly

 

 

 

Recorrentemente, anda o país adulto mobilizado pelos «pipis» e «pilinhas» dos mais pequenos. Preocupa alguns pais de família que as escolas tenham papel mais ativo no esclarecimento de questões que a sexualidade sempre coloca aos humanos, sejam eles meninos de bibe ou adolescentes com hormonas irrequietas desaguando em borbulhas.

 

 

 

Recosto-me e sorrio ao deparar com genuínas convicções paternais de que a sexualidade desabrocha e concretiza-se de modo tão airoso e natural como borboleta de crisálida sob o olhar atento(?) e esclarecedor(?) dos «papás». «Papás» de hoje - baralhados jovens de setenta e oitenta - que peregrinaram (muitos sem rumo) pelos afetos e papéis e posturas e continuam, nalguns casos, tão baralhados como antes. Os mesmos pais que reclamam e esperam que a escola ensine os filhos a estudar, a perpetuar valores, a valorizar o empenho, a disciplina e responsabilidades pessoais. Porque não têm tempo, dizem alguns, delegam na escola competências que à família cabem e seria suposto a escola preservar.

 

 

 

Que tal os curadores da tradição e ideais de antanho optarem pela coerência? Sentindo a escola usurpar domínios reclamados como familiares, sejam responsáveis e cuidem destes e dos outros. Mudem de vida, senhores! Terão de ser menos carreiristas e workaholics. Mais intervenientes na formação dos filhos. Mais presentes no tempo de vigília e não cingidos ao beijo de boa-noite quando a criança já dorme. O fim-de-semana terá de gratificar e, em simultâneo, respeitar a prioridade do acompanhamento escolar efetivo. Detetar dificuldades e procurar a colaboração da escola para que a criança se sinta amparada e confie no sucesso. Nisto, como no resto, a coerência é bonita e tem recomendação.

 

 

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Terça-feira, 26 de Fevereiro de 2013

MAGNOCATULO NA CONTINUAÇÃO DO TEXTO DE ONTEM

 

Bryan Larsen

 

“Por alguma razão as esco­las Jesuítas têm for­mado muita gente notá­vel, em conhe­ci­mento e em caráter.

 

Trata pois o texto de cui­dar do incen­ti­vo aos pro­fes­so­res para ensi­nar, sem o qual, a apren­di­za­gem é ine­fi­ci­ente. Quan­tos pro­fes­so­res sabem trans­mi­tir a pai­xão pelo conhe­ci­mento, pela des­co­berta? Quan­tos pro­fes­so­res se empol­gam e como­vem pelas des­co­ber­tas dos seus alu­nos? O que é que vale a pena ensi­nar? Haverá incen­tivo outro, além do salá­rio nas soci­e­da­des atu­ais? Com a pro­du­ção de conhe­ci­mento em con­tí­nua espi­ral, não esta­mos a per­der a noção do essen­cial? Essa ava­lan­che do conhe­ci­mento não nos está a con­du­zir à mor­tí­fera espe­ci­a­li­za­ção? À soci­e­dade dos que sabem muito de muito pouca coisa! Não é irreversivelmente des­tru­tivo que cada um no seu mis­ter des­co­nheça o impacto glo­bal da sua ação focada exclu­si­va­mente num con­texto restrito?

 

E quem deve deci­dir o que se deve apren­der? O Estado? Os Pais? Os alunos?

 

Defendo uma escola capaz de for­mar livres-pensadores, que sejam eles pró­prios, adqui­ri­das as fer­ra­men­tas neces­sá­rias, capa­zes de deci­dir por si o que que­rem apren­der e com quem.

 

Terei que refe­rir o ine­vi­tá­vel Agos­ti­nho: “Ainda um dia have­re­mos de fazer uma Escola onde cada um apren­derá o que neces­sita de saber”. Quando tal acon­te­cer, esta­re­mos muito perto da autên­tica Liberdade!

 

Sem bons professoras(as) esta­re­mos todos perdidos!”

 

 

Texto/comentário assinado por Magnocatulo ao post “Ratio Studiorum da Companhia de Jesus” publicado ontem no “Escrever é Triste”.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Apesar de longo o vídeo, merece ser visto até ao final.

 

publicado por Maria Brojo às 09:24
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Terça-feira, 23 de Junho de 2009

QUANDO ELES FOGEM

 

James Cochram
 
Fogem de casa ou, simplesmente, não regressam. Nos cinco primeiros meses deste ano, quatrocentos adolescentes entre os doze e os dezoito anos de idade renegaram, por intervalos de tempo variáveis, o suposto aconchego familiar. No ano passado, cerca de meio milhar de adolescentes andaram fugidos. Nos últimos dias, após a publicação das pautas com os resultados escolares do 11º e 12º Anos, dezasseis desapareceram até arribar coragem de os revelarem aos pais.
 
Razões diversas na base dos factos enunciados. Consciência do fracasso ou de culpa pelo reduzido empenho durante o ano lectivo; famílias disfuncionais que esperam dos filhos o que não traduziram em exemplo de vida. Autoritarismo em vez de pedagogia e acompanhamento. Pressão exacerbada para os rebentos continuarem ou elevarem os pergaminhos familiares – as projecções injustas contaminam-nos e acrescem culpabilidades de modo cruel.  
 
_ Fazemos isto para o teu bem.
_ Pressionamos pelo amor que te temos.
_ Esperamos muito porque são vários os sacrifícios que fazemos para teres futuro melhor que o nosso.
_ Não fazes mais nada. A tua obrigação é estudar. Se a cumprires, as notas finais condizem.
_ Vê se não deslustras o apelido que deves respeitar.
 
E os adolescentes divididos entre a sociedade do «curte», que vem a calhar, e a voz da consciência. Que abafam. Como o mesmo vêem fazer, quantas vezes, aos pais. Supostamente educadores pelo exemplo e coerência. Que não concretizam. Palavras desarmónicas com as práticas leva-as a brisa e os ventos. E se os miúdos atentam nelas! Se estão prontos a espetar dedo acusatório! Alijar culpas, aprendem cedo demais.
 
A par dos amores de Verão, aquelas e esta são causas sazonais para as fugas. O pulo das hormonas que a internet ajuda a ir mais alto e além, é razão outra. A polícia dá uns dias de espera. Regressam, invariavelmente, diz, quando a desilusão sobrevém, o dinheiro acaba ou o falta o «bem bom» habitual. Valha-nos isso! Tão medíocres as causas do voltar!
 
No entretanto, convém repensar que pais somos e filhos temos. Sem lamechices. Com objectividade.
 
CAFÉ DA MANHÃ
 
publicado por Maria Brojo às 09:33
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