Segunda-feira, 20 de Maio de 2013

"GRANDES ESPERANÇAS"

Charles Dickens retratado em "Dickens' Dream", Robert William Buss, 1875

 

Perder a capacidade de amar. De se doar ao outro. De experimentar o egoísmo no amor. De neste encontrar altruísmo. Das contradições inerentes a quem ama tecer belo rendilhado com o fio do quotidiano enobrecido pela intensidade dum bom sentir.

 

Receio de amar. De se expor à possibilidade de um fracasso. De ser rejeitado e, ainda assim, amar. Do amor não correspondido é dito ser o pior dos amores porque esmorece, entristece quem o vive. A desesperança instala-se e com ela perece uma fatia do ser. Outra insiste em vivê-lo ainda que recalcado e enviado para o inconsciente. Para aqueles que conseguem preservar e gerir tal amor, a esperança não definha. Estes são os que possuem “Grandes Esperanças” de amar.

 

 

Inevitável arribar da memória a novela “Great Expectations”/”Grandes Esperanças” de Charles Dickens. Embora a força da obra seja mais abrangente, as personagens Pip (Finn) e Estella constroem uma representação do amar sem retorno. Educada por uma tia descrente no amor, também ela rejeitada, enrugada pela idade e pelo envelhecimento da esperança de um dia amar e ser amada, Estella ignorava o caminho para um afeto intenso e romântico. Daí a indiferença pelo afeto de Finn. Todavia, este amava pelos dois. Ideou enriquecer, conquistar o mesmo nível social de Estella. Após inúmeras partidas da vida descritas com a vivacidade de Dickens, Pip atinge o propósito sem desistir de Stella. Finalmente, a gélida Stella aprende com ele o caminho de um grande amor.

 

Na adaptação ao cinema, (...)

 

Nota: texto integral no "Escrever é Triste".

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 11:20
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