Terça-feira, 10 de Março de 2015

TRETAS QUASE ESOTÉRICAS

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Luis Castellanos

 

 

Chegaram dias cálidos e o amor rodopia «sem rei nem roque». A culpa é da anunciada primavera, dizem, conquanto o apogeu das euforias amorosas arribe lá mais para o verão. A culpa será então do Sol, da praia, do mar, dos corpos desnudos e das noites esticadas até ao amanhecer. Mas o denominador comum entre os arroubos primaveris e as tropelias estivais é a luz derramada sem a timidez dos outros ciclos.

 

 

 

Não fora a teima científica de tudo fazer hipótese a carecer de prova, e nem levaria mais longe esta arenga. A luz é o que é - feixe de fotões isentos de massa e prenhes de energia eletromagnética. Deslocam-se á velocidade que o respeitável Einstein declarou como limite, e são responsáveis, entre outras «minhoquices», pelo efeito fotoelétrico, fenómeno de muito arranjo, mais não seja pelas miraculosas portas que abrem ainda mal nos adivinham. Descrição pouco romântica e sem nada a ver com beijos e frissons eróticos.

 

 

 

Que a luz nos põe bem-dispostos e dá aos latinos genica extrovertida que surripia aos nórdicos, sabemos. Distribui energia positiva, é tónico para a saúde física e psíquica. Parece provado que dias ensolarados e tépidos expandem a afetividade e fazem de nós anjos batendo asas em voo direto ao paraíso dos múltiplos prazeres. Razão da luz ser olhada como adubo emotivo. Logo, fertilizante da paixão. Logo, réu no tribunal interior em que movem ações punitivas os desiludidos a quem a derradeira maré vaza levou o devaneio estival. O recente grande(?) amor. O estupor que mostrou ser depois (a ênfase dramática dá majestade a finais medíocres).

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2015

O CONTORNO CEGO DO AMANTE

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Joseph Wright of Derby – “The Corinthian Maid”, 1782

 

 

Separar das trevas o dia pela feitura da luz terá sido a primeira obra do Criador. Luz primordialmente entendida como marcha atinada de corpúsculos, depois como onda veloz, hoje sabida como procissão de «nadas» que ondulam energia pura e nula massa: os fotões.

 

 

Para deleite do ver a existência de luz é condição. Seja diurna ou noturna a parte do dia, o iluminado é protetor; o negrume inspira temores pelo perigo que pode esconder. Nas paisagens visuais é assim e são as que privilegiamos. Outras há para afinados sentidos como o cheiro, o tato, o ouvido e o sabor. Percorrendo trilho avulso com olhos vendados, que paisagem reteria o olfato das silvas, canas, morangueiros silvestres, violetas, dentes-de-leão ou funcho? Um a um comporiam o desenho olfativo do lugar, ou reteríamos soma confusa sem as parcelas nomear? Quem diz visão, diz paisagens tácteis, gustativas ou sonoras. Num bosque - jamais entendi porque abundam no mundo e por cá se resumem a bouças, matas e matagais - palpados os caules, as folhas, o chão, a que detalhes resumiríamos a descrição? Exemplo é o contorno cego do amante dormido prestes a desembocar na guerra apenas munido de lança e do seu cão. E como o conseguiu a enamorada filha do oleiro de Corinto? _ Por via das faíscas intensas e das brasas aos pulos na fornalha ardente do seu pai.

 

 

A Exposição Universal de Paris em 1900 - megaevento para comemorar a mudança do século - foi provavelmente(…)

 

 

Nota - Texto integral aqui

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Sexta-feira, 7 de Fevereiro de 2014

E FEZ-SE LUZ!

 

 

Jeffrey K. Bedrick,“Moonlight Menagerie”

 

Separar das trevas o dia pela feitura da luz terá sido a primeira obra do Criador. Luz primordialmente entendida como marcha atinada de corpúsculos, depois como onda veloz, hoje sabida como procissão de «nadas» que ondulam energia pura sem que de matéria precisem – os fotões.

 

O deleite visual requer existência de luz. Diurna ou noturna a fração do dia, o que é iluminado protege, o negrume inspira temores pelo perigo que pode esconder. Nas paisagens visuais é assim e por isso as privilegiamos. Outras há para o cheiro, o tato, o ouvido e o sabor. Percorrendo trilho avulso com olhos vendados, o que reteríamos da paisagem olfativa das silvas, cedros, morangueiros silvestres, violetas, dentes-de-leão ou funcho? Um a um comporiam o desenho olfativo do lugar, ou, sem as partes identificarmos, seria confusa a soma? Num bosque – jamais entendi porque os há pelo mundo e por cá se resumem a bouças, matas e matagais – palpados os caules, as folhas, o chão, a que detalhes resumiríamos a descrição?

 

 

A Exposição Universal de Paris em 1900 foi megaevento para comemorar a mudança do século - provavelmente o derradeiro sonho iluminista de um mundo ordenado e controlado. Teve símbolo na sumptuosa luz que a Torre Eiffel inaugurou. Haja luz! E o mundo não mais foi o mesmo.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:07
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
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