Terça-feira, 5 de Outubro de 2010

CHUVAVA, CHUVAVA, CHUVAVA*

Autores que não foi possível identificar

 

No início, segundo o Expresso, era um mistério. A primeira pedra que alojaria o enigma foi lançada em 2008. Dois anos passados, intervalo de tempo exemplar para obra tamanha, é inaugurado hoje. Sem derrapagens financeiras ou de eficácia. O Centro de Investigação Champalimaud será pólo de inovação e investigação científica das doenças cancerígenas e metástases associadas. Aberto ao público que dele precise sem crivos elitistas relativos a proventos económicos dos doentes ou fazendo destes cobaias para experimentação. Posteriormente, o edifício concebido pelo premiado arquitecto Charles Correa, alojará o programa de neurociências - noventa e alguns dos quinhentos cientistas procuram avanços nesta área e obtiveram reconhecimento internacional.

 

Ciência portuguesa de excelência foi sonho e herança e ambição de António Champalimaud. Os meios que para tal fim legou permitem que Portugal surja no mundo como um dos melhores entre os melhores. Leonor Beleza é o rosto do projecto, agora sito na zona ribeirinha de Pedrouços em 50 mil metros quadrados delineados com mestria estética e funcional.

 

Porque não há ponto sem contraponto, o hospital Amadora-Sintra recebeu dentro a chuvada «d'antontem» pela incúria na manutenção e má concepção arquitectónica do projecto - utilizados como cobertura «canaletes» em fibrocimento de péssima reputação: a ideia de base era construir economicamente privado que o Estado pagasse com milhões. Os serviços de urgência, nestes a Sala de Observações, e Bloco Operatório ficaram incapacitados de receberem doentes. Alguns dos internados transferidos para outros serviços hospitalares; os carecidos de atendimento urgente aconselhados a procurarem alternativas. Extraordinária, não fora entidade pública portuguesa, a declaração das autoridades que o governam: _ “O regresso à normalidade está dependente da melhoria das condições climatéricas”.

 

No primeiro Centenário da República, excelente e péssimo coexistem hoje como antes. Afinal, após cem anos, a nossa triste coerência persiste.

 

Notas:

- o título repete expressão da Nadette, francesa amiga, desejosa de falar português;

- a Ilda Pulga fascina-me. Iria longa a crónica se o perorar a abrangesse. Fica para outra.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:55
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