Segunda-feira, 2 de Setembro de 2013

NOS 80, ERA "A MOVIDA". HOJE, O DESEMPREGO

 

 

O sol recolhe-se e anuncia a noite madrilena. Os ocres, os laranjas invadem o longe e o perto de Madrid. A tijoleira de revestimento da maioria dos complexos habitacionais, pela reflexão irregular da luz visível que multiplica os tons quentes, confere ao entardecer luminosidade estonteante.

 

 

Envolta a cidade no breu celeste, a iluminação urbana é feérica nos lugares/emblemas da cidade sem gente e triste. E não é por ser o final de Agosto que, normalmente, esvazia de nativos as capitais e soe trocá-los por hordas de turistas. Os madrilenos ou escolheram os 'pueblos' de origem para férias económicas, ou se mantêm em casa protegidos da canícula e da tentação de esvaziar os bolsos magros - o desemprego em Espanha é o segundo maior da Europa - numa bebida, num jantar na multiplicidade de sítios abertos. É verdade terem cerrado, temporariamente, as portas os mais célebres. Aberta a restauração acessível pelos preços. O turismo é quase nulo - Madrid também se ressente da crise económica europeia e mundial, ressalvando os países emergentes. No vazio do inolvidável "Geographic Club" (é pecado não entrar!), houve tempo para conversa com o proprietário. Foi categórico: _ "Madrid es muerta." Por outro lado, é refrescante estar numa cidade ícone do turismo sem ver manadas de orientais clicando por tudo e nada, reconhecer que os brasileiros constituem a maioria dos visitantes.

 

 

O luxo e o esplendor continuam a vigorar na oferta noturna. Uma pizzaria decorada como "La Tagliatella" jamais vi. Baixando o olhar da magnificência do cenário, entristecem as mesas desocupadas na maioria. Passado um quarto de século da "Movida Madrileña", nascida como reação natural dum povo sujeito a ditadura nas quatro décadas anteriores, o movimento contra cultural rapidamente alastrou a todo o país. "Pedro Almodóvar  foi a maior estrela que surgiu naquela época e que alcançou projeção internacional e que se mantém até hoje no estrelato.  Atuava no teatro e era cantor de rock-punk, onde se apresentava travestido ao lado de Fábio McNamara. Como diretor, cultuou o marginal nos seus filmes de forma ácida e crítica. Na sua filmografia, não há nenhum drama sem comédia e nenhuma comédia sem drama. Soube colocar os holofotes para a realidade do subterrâneo e que para a maioria dos conservadores e otimistas, era apenas o surrealismo de um jovem desvairado. A Espanha precisava mudar a imagem conservadora e reprimida. Necessitava se livrar dos resquícios da mão dura de Franco. Por isso, toda a transgressão foi respaldada principalmente pela classe política de esquerda. Queriam mostrar um país democrático, novo e principalmente, moderno."

  

“...Segue a movida madrileña
Também te mata Barcelona
Napoli, Pino, Pi, Paus, Punks...”

 

 

Não fora a tristeza que contamina o respirar de Madrid, este lugar belo no kitsch assumido estaria à pinha. No contrário, permiti-me a extravagância de brincadeira narcísica para depois rir de mim própria.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:23
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Quarta-feira, 18 de Janeiro de 2012

IMPOSTURA OU HISTÓRA VERA?

Allan Omarra, autor que não foi possível identificar

 

Fins mal sustentados por provas de personagens com relevo mundial sempre originaram debates entre especialistas, publicações muitas, garantia de interesse por milhões. A morte de Hitler e Eva Braun, como outras, não escapam ao costume. Par de historiadores retomou o tema e o livro “Lobo Cinzento: A Fuga de Adolf Hitler” está nas bancas.

 

A parte sumarenta da obra especula – os autores afirmam provar indubitavelmente - que o casal não se suicidou no bunker berlinense, antes fugiu num submarino alemão. A fuga terá sido preparada com antecedência auxiliada pelos serviços secretos americanos associados ao General Franco tendo como base o acesso à tecnologia nazi. Duplos terão substituído Hitler e Eva Braun nos dias anteriores à queda do regime, permitindo que embarcassem com passagens pela Dinamarca e Espanha. Posteriormente, outro submarino conduzi-los-ia de Espanha até Mar del Plata na Argentina. Ali terão vivido com as duas filhas, divorciado, e aos 62 anos faleceu o responsável último pelo holocausto.

 

Defendem Williams e Dunstan: _ “Não há provas forenses que comprovem a morte do casal e os relatos de testemunhas que confirmam a sua presença na Argentina são extremamente excitantes. As ossadas que alegadamente pertencem a Hitler (e se encontram hoje na Rússia) são de uma mulher de 40 anos, quando Hitler teria, à data da morte, 56 anos.” Guy Walters, respeitado historiador, ridiculariza a tese. Em que ficamos nós, meros leitores? _ Como estávamos, excepto mais enrodilhados os neurónios. Que o livro propicia serões entretidos é certeza.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:21
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