Segunda-feira, 31 de Maio de 2010

A FERRO E ÁGUA E IKA M.

Ian Faulkner

 

“Cartas escritas na minha alma. A ferro e água."

 

“_ (...) homem casado não deveria mesmo ter sexo e não tem para mim. Respeito pelo lar alheio é devido e não de vidro, que se parte. Por ter passado por um casamento pleno de traições em que as mais graves delas nem assentam nessas banalidades das saias alheias, que as houve de todos os géneros e feitios, por estar em pleno divórcio e já feito o devido luto nunca, jamais, me envolveria com alguém com esposa e/ou família (filhos) - questão de princípios, de que não abdico.

A dor que suportei nunca a infligiria a alguém, seria um ultraje ao meu carácter.


Quando um casamento está desfeito, a separação condigna confere liberdade e não é um mero papel ainda por assinar que impede que cada um refaça a sua vida, mesmo antes da oficialização da separação. Mas, convenhamos, ninguém é feliz à custa da destruição de um lar. Ou se o é algo está errado.

Maria L., admiro a sua coragem, mas por que não abandonar um casamento que já se desfez? Para lutar pela felicidade na companhia de quem ama? Os preconceitos não fazem parte do meu reportório simbólico, mas havendo filhos as questões ainda se tornam mais graves, a meu ver. (...) Não entendam o meu comentário como moralismo apócrifo (abomino beatices), até porque estes 2 anos de redescobrimento de mim, do mundo, dos outros, me faz, hoje, relativizar tantos comportamentos dos outros, meus, tantas verdades feitas que fui construindo e que implodiram (ainda bem) no meu trabalho pessoal de regeneração interior e de processamento de informação (...)”

 

Ika M.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 06:26
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Domingo, 21 de Fevereiro de 2010

MUDAR QUEM SOMOS


Siudmak


Por isto mais aquilo, adiei regresso. Quem ia e vinha contava da pérola na “Pérola Atlântica” feita. Obra de autor: Alberto João Jardim. Soube aproveitar recursos comunitários, acrescentar riqueza à pobreza atávica em quase toda a ilha, explorar bênçãos da Mãe Natura. Diminuídas manchas de miséria que conheci. 

 

Atormentados, os céus extremaram choro. A irregularidade dos relevos e os solos cimeiros erodidos pelo pastoreio aleatório não resistiram: lamas fluidas do que fora piso sólido. Cascata tenebrosa, negra, encontrou resvalar propício pela construção, desde antanho, disseminada ao acaso nas encostas. Por casos outros e mais recentes, no Funchal. Não é hora de assestar a besta nos culpados: auxiliar quem precisa, sim. O momento de analisar o malfeito chegará e dele retirar ensinamento. Confio na volta do brilho à pérola.

 

Países distraídos de “Copenhaga”, porque submetidos a interesses económicos míopes, que olhem, vendo, a frequência das catástrofes naturais. A tragédia no Haiti, a tempestade de areia em Sidney, os incêndios que arrasaram a cidade de Mont Archer e a “Big Dry” são alguns dos muitos sinais de alarme nos quais devem atentar. Continuando partes umbiguistas a valerem mais do que o todo, pior virá. Até ao final do século, previsto aumento de três graus na temperatura. O consequente acréscimo de um a dois metros no nível do mar arrisca a vida de 42 milhões de habitantes oriundos das regiões insulares.

 

Alberto João Jardim esteve bem ao pedir contenção nas notícias publicadas. O turismo é a principal fonte de riqueza da ilha. Demasiado fácil atemorizar quem a demanda. Bem fazem os espanhóis: nunca tiveram ‘vacas loucas’, a ‘peste suína’ não passou por lá, violência só da ETA, assaltos a estrangeiros, nem um.  
 

Transcrevo: “Somos o que fazemos, mas somos, principalmente, o que fazemos para mudar o que somos"
Eduardo Galeano

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 11:00
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