Quinta da Alorna para bem começar o dia. Pitéus ao almoço, horizontes e o perto. Sublimes no todo.
Pelas 18h, regresso a Lisboa para o "Vavadiando" com Mário de Carvalho.
Alexandra Amorim, Lauro António e Mário de Carvalho.
A mulher do Mário de Carvalho, Eduarda Colares, Vítor Serra.
Descida a noite, a lua e luzes outras numa festa de praia.
CAFÉ DA MANHÃ
Pelo amor do natural em forma de azul recortado longe deixo-me ir, restar horas a fio perante o deslumbre do brilho, da ondulação que a produz, do sol que a compõe, da Lua invísivel que a determina. O sorriso é desenhado espontaneamente na face. Traduz alegria, privilégio que o visto impõe, arrebatamento do íntimo em seu recanto que poderá contar.
A perfeição existe em muitos lugares da Terra. Memórias arrecadadas com fundos, à partida, improváveis, depois provados e gozados e lembrados. Tantas vezes mares, tantas vezes belezas que somente pincel talentoso e paleta recheada de óleos multicolores, assim o talento existisse e pudesse recompô-los na forma concreta e abstracta do exactamente.
Sandálias com dezena de anos que os pés confortam e permitem andarilhar. Mar quase soalho. Um esticar da perna e a temperatura marítima ela calcula. Mar sereno que o motor não transtorna visto de frente, ensarilhado quando visto da popa.
Marina imponente pelo desenho e embarcações acostadas. Olhei-as sem inveja. Transbordei alegria, porque magníficas e reais. Depois, sentada na beira, estiquei os dedos para o ondular que levantavam. Doce rumorejar, afago oceânico que a mulher tornou feliz.
Já o Sol descia, dali não arredava. Procurei rochedos, águas revoltas em seus esconderijos; de novo, quis saber pelo tacto como funduras rezingavam. Num e noutro lado experimentei sensações – algumas conhecidas, outras não. Nestas, fixei sentires. Em píxeis foram registados caso acontecesse a memória apagá-los.
CAFÉ DA MANHÃ
Adoçantes
Peregrinando
Brasileiros