Domingo, 16 de Março de 2014

EXPOSIÇÃO DE GAVRILYACHENKO NATALIA

 

 

 

 

 

 

 

 

 

  

 

Gavrilyachenko Natalia estudou arte em Moscovo. Pintora que se debruça sobre a fluidez dos óleos, dos tons, da água. Nas suas obras, sempre com texturas inovadoras que pelo exibido aqui não visíveis devido à reprodução em fotografia, utiliza técnicas várias dominadas com sabedoria. Maioritariamente, embala-a bucolismo que origina ambientes oníricos onde apetecem olhares prolongados e repetidos. Evolutiva, é constante a pesquisa de novos caminhos. Pintora cujo trajeto merece atenção.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:42
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Quinta-feira, 13 de Março de 2014

«CRISE» E ABORTOS

 

Alison Blickle                                                                                                           Liza Hirst  - Thoughtful 

 

A «crise» não é somente a «coisa» de que o mundo fala. É mais. Altera vidas. Irreversivelmente. Muda sonhos e projetos de famílias. Ter mais um filho, é exemplo.

 

Trabalho precário, desemprego, aperto financeiro, incerteza no acordar.

 

_ Será que hoje tenho notícia do despedimento em cima da secretária quando chegar ao escritório? Ou o chefe ma dirá quando estiver frente à máquina pela qual zelo há anos? Há tantos anos que dela ouço o roncar julgando não ouvir? Que aos quarenta me diminui a capacidade auditiva? Como encarar a Luísa quando o pior acontecer?

 

_ O período menstrual falhou. Sinto as mamas duras. Apertei os mamilos e esguichou colostro. Vou à farmácia comprar o teste de gravidez. Para ir ao Centro de Saúde requisitar a análise teria de chegar tarde ao trabalho. Com recibos verdes, tudo é pretexto para despedimento. Não tínhamos planeado isto. O João entende. Como dar um irmão à Mariana? E sinto vontade de lho dar. De o ter. De sentir inchar a barriga. De sonhar com o bebé que (pres)sinto no ventre.  

 

As interrupções voluntárias da gravidez aumentaram nos hospitais públicos e noutras clínicas para onde as mulheres são reencaminhadas A despenalização do aborto nas condições legais contribuiu para o acréscimo. Mas que a nuvem não seja tomada por Juno. Existem novos dramas íntimos a considerar. Quantas gravidezes não programadas, aceites mais tarde, acabaram em alegria familiar? Tantas! Obrigam a ponderar as razões sociais do que, por ora, acontece. A falta de proteção à maternidade e à família, uma delas.

 

E a Luísa, o João, a Mariana continuarão triângulo, quando mais um vértice na geometria familiar podia, com felicidade de todos, substituí-lo.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:52
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
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