Segunda-feira, 21 de Outubro de 2013

DAQUI PARA LÁ, DE LÁ PARA ALI, DE ALI PARA CÁ

 

 

“As cidades”, Vieira da Silva                                                             “Coimbra”, Júlio Rodrigues

 

Na romagem da saudade com partida de Lisboa incluída na tela de Vieira da Silva, na chegada a Coimbra, esvaziada a casa da minha infância e de pedaços da vida além até segunda, dia 14. Coração pequeno. Lágrimas contidas. Pensamento comezinho que nem conforta nem sai de dentro: _ corrid0s anos, é sempre assim.

 

 

“Vista de Gouveia”, Abel Manta                                                           Ana Macedo

 

Outra casa, meninice, adolescência, juventude em férias, generosamente recebeu o espólio. Mais cheia agora - objetos da primeira casa lembram e compõem história individual e familiar. No total, oito dias de infinito amor, saudade e alegria. A felicidade usa cantar em tons vários. Um, a um, desfolhei-os.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:28
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Quarta-feira, 29 de Maio de 2013

LÁGRIMAS, MONDEGO E SILÊNCIOS

 

Aguarela de Júlio Rodrigues

 

Rematámos a noite na Quinta das Lágrimas. Antes, os nossos passos estalaram o cascalho do parque rente ao Mondego pródigo em vetustas tílias e carvalhos. Os papiros antecipavam a subtil corrida das águas serenas. Como nós. Tu debruçado sobre o rio, eu aproximando-me de mansinho. Ontem, ou anos atrás? Deliberadamente confundo tempos e momentos de afetos encastoados. Como joias de família que aguardam num cofre a luz e a pele.

 

Na conversa, evitámos a avareza. Mas houve silêncios desejados e alegremente consentidos. No velhinho e vazio largo das «Ciências», lembrámos itinerários - as descidas das ruas torcidas com empedrado gasto em que a chuva mais depressa fazia deslizar os pés do que o corpo. O sol poente avivava as cores do casario amontoado até ao céu, entrecortado pela alegria do arvoredo da Sereia. E foi falador o silêncio que tu e eu respeitámos, receando quebrar a magia, precária como todas.

 

Consertáramos pernoita na Quinta das Lágrimas. A fartura regada do jantar exigiu cafeína e palavras e caminhada pelas ruas escusas que tricanas e bandos de capas negras em idos calcorrearam. Dizem e acredito no fado de Coimbra como loa à beleza e à eterna crença no amor. Na entrada do palacete da Quinta, a Dona Inês e D. Pedro em obras do Pinto-Coelho detiveram-nos. (...)

 

Nota: texto integral no “Escrever é Triste”.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:49
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Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
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