Sexta-feira, 4 de Junho de 2010

NOS CORNOS DOS ENGANOS

James McPartlin

 

Décadas sem reformas na Educação. Porque soe dizer fome seguida de fartura, nos anos recentes sucedem-se. Desencontrados, dos estações/ciclos da Terra, de trio em trio de meses, alunos e professores, são surpresos e baralhados por novidades reformistas todas com idêntico sentido: adeus reprovações por faltas ou manifesta ignorância.

 

O estatuto do aluno é plano inclinado onde a exigência e o rigor rolam como pedras num abismo. Os pais menos conscientes aproveitam o desmoronamento e são cúmplices; levam os pupilos para férias inventadas sem respeito pelo calendário escolar _ ausência duma semana no Brasil, na neve ou noutro lugar não é impedimento de monta para o sucesso no final do ano lectivo. O menino afirma querer ficar em casa para estudo de última hora por não ter preparado o teste a tempo? _ Que fique! Está farto do vaivém rotineiro para as aulas? _ Que falte e descanse! Nada de importante.

 

Os professores, quais maridos enganados!, são os últimos a saberem as regras que lhes determinam quotidiano de trabalho e progresso na carreira. Sujeitam-se ao descalabro, lamuriam, mas nem eles nem um Sindicato promovem sublevação contra a balbúrdia que arruína o essencial da vida dum professor: ensinar com decência e exigir em medida igual. No final do período ou do ano têm negativas para atribuir? _ Que pensem duas, muitas vezes. Obrigados a justificá-las em acta. Depois, as estatísticas lá estarão para, (in)directamente, os condenarem. Princípio dominante: a culpa do insucesso é sempre do professor.

 

Remate hilariante: os alunos com mais de quinze anos que não concluíram o 9º ano de escolaridade, transitam do 8º para o 10º em salto olímpico - mais de 9,5 valores em exames a nível de escola e dois nacionais, e “secundário, cheguei!”.

 

Caminho desenhado: às crianças e adolescentes portugueses basta planar na frequência dos 12 anos de escolaridade. Tal como nos Estados Unidos. Mau original para cópia. As escolas passam a locais onde os professores tomam conta dos infantes enquanto os pais trabalham. Livram as ruas de bandos de putos à solta e diminuem o tempo livre para «grafitagens» e desmandos. Às universidades a incumbência de filtro por onde somente os melhores transitam no funil.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:40
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