Quarta-feira, 21 de Janeiro de 2015

LIVROS PROIBIDOS

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Vilhena

 

Nota prévia – Faz hoje duas semanas que ocorreu a chacina de cartoonistas do Charlie Hebdo. Momento adequado para lembrar livros interditos pela Censura.

 

 

O “Expresso” anun­ciou a dis­po­ni­bi­li­za­ção, aqui, de um inven­tá­rio dos livros que a Velha Cen­sura proi­biu. Fê-lo José Bran­dão e a lista que esta­be­le­ceu vai em 900 livros. Já fui ver e li imen­sos antes do 25 de Abril, dos Harold Rob­bins aos cha­tís­si­mos Simo­nov e Cho­lo­kov, pas­sando pelo Mal­raux (ainda tenho essa “Con­di­ção Humana”), o padre Jean Car­do­nell (este não está alcance nem do mais pin­tado dos inte­lec­tu­ais, ah, ah, ah), Henry Mil­ler e Har­per Lee. Até “A Nossa Vida Sexual” de Fritz Kahn me pas­sou lim­pi­nho pelas mãos. Na ver­dade, o pai de um dos meus ami­gos de bairro era ins­pec­tor da Pide e tra­zia os livros proi­bi­dos, assim pro­vi­den­ci­ando, por ínvios e per­ver­sos cami­nhos, à edu­ca­ção dos infantes.

 

 

 

Olhando para as capas que o “Expresso” repro­du­zia, des­cu­bro que li, nes­ses tem­pos de Dita­dura, em Angola, o Jubi­abá e os Capi­tães de Areia, de Jorge Amado, as Mãos Sujas, de Sar­tre e, o que diz alguma coisa sobre a minha idi­os­sin­cra­sia, quase todos os livros do mais proi­bido dos auto­res, o José Vilhena, até a minha mãe os apa­nhar e eu ter mos­trado ver­go­nha sonsa e ado­les­cente arrependimento.

 

 

Nota final – Artigo publicado aqui por Manuel S. Fonseca.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:00
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Sábado, 29 de Novembro de 2014

UMA HISTÓRIA DE AMOR (IM)POSSÍVEL

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Carybé, ilustrador brasileiro

 

 

Houve tempo em que todas as noites desenhava ilustrações da história que engendrava para a hora da deita da pequenada. Contar o conto enquanto dava uso aos lápis de cor ou de pastel era hábito do qual nem adultos nem crianças permitiam falta. Amontoados maços de papel cavalinho com desenhos e o título do conto em lugar cimeiro. Em serões menos inspirados, relatava fábulas de La Fontaine e outras conhecidas por via de herança oral: como as raposas dizimavam as capoeiras das tias-avós solteiras na “Casa do Prado”, como os lobos uivavam ao redor dos pastores e seus rebanhos até o cão Serra da Estrela aparecer como salvador dos animais em pernoita nos cumes.

 

 

Numa das noites em que a minha fantasia dera ‘às de Vila-Diogo’, expressão raiana usada nos sopés da Estrela bastas vezes, socorri-me do conto que Jorge Amado escrevera em Paris no ano de 1948 como presente no primeiro ano de vida do filho primogénito. Quando o texto reapareceu em 1976, o artista plástico Carybé decidiu ilustra-lo e o autor publicou o conto de amor feito e de amor contado. Uma fábula enquanto metáfora social enredada num parque - lugar confinado - onde animais são atores e cada um solta a voz na narrativa sussurrada pelo “Vento”. Segundo este, o “Tempo” prometera a “Manhã” uma rosa azul se a história que ela lhe contasse fosse boa. E foi. E o “Tempo” passou a ser determinante nesta história de amor impossível entre o “Gato Malhado” e a “Andorinha Sinhá” – um mamífero e uma ave, um vagabundo temido por todos e uma ‘flor de estufa’ da alta sociedade.

 

 

As estações do ano regulam os sentimentos dos protagonistas. Na primavera, o Gato e a Andorinha conhecem-se. No verão, o Gato apercebe-se que está apaixonado pela Andorinha e fica com ciúmes por ela sair com o Rouxinol, seu mestre de música. No outono, o Gato sofre pela fama de mau, rabugento, perigoso, temido. De nada servia como reabilitação perante os outros animais a escrita de poemas apaixonados para a andorinha amada. O inverno é a tristeza pela separação dos amantes.

 

 

“O mundo só vai prestar

Para nele se viver

No dia em que a gente ver

Um maltês casar

Com uma alegre andorinha

Saindo os dois a voar

O noivo e sua noivinha

Dom Gato e Dona Andorinha”

 

 

Por que me lembrei da história de “O Gato Malhado e a Andorinha Sinhá” contada por mim em família há anos e mais anos em cima? _ Na busca de memórias em fotografias, dei com uma captada num restaurante do Parque Mayer em que figuro belissimamente acompanhada: Zélia Gatai e Jorge Amado. Recordo (…)

 

 

Nota – Texto publicado hoje aqui.

 

 

CAFÉ DA MANHà

 

 

publicado por Maria Brojo às 08:33
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
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