Quinta-feira, 12 de Dezembro de 2013

IMPERIOSA DISTINÇÃO: HOMENZINHOS E MULHERZINHAS

 

     

Autor que não foi possível identificar                                                                                  Joseph F. Kernan

 

Há queixas duma subespécie humana difícil de aturar. Circulam livremente, infestam ruas e empregos – trabalho é malquista obrigação -, enfarpelam-se como as demais. Misturados com as Pessoas, à primeira, são difíceis de distinguir. Diariamente, um ou mais exemplares infernizam honestos cidadãos que somente pretendem a tranquilidade possível até ao novo acordar.

 

A subespécie divide-se em homenzinhos e mulherzinhas, como impõe a Mãe Natura que o tantrismo associa à Serpente Ígnea dos mágicos poderes. Alinham os quarenta e oito cromossomas comuns. Porém, os atentos encontram distinções. Neles, tomo por alertas: olhos miúdos e piscos, lábios que trejeito afila, tibieza, face e mãos frouxas, conversa linguaruda. Acrescendo passada curta e banalidade esticadinha no trajar, declaro pronto o retrato. Portas adentro, ignoro-lhes o trato. Mulheres, a quem sina madrasta ou cruel engano com eles coabitaram, dizem-nos arrogantes e «ditadorzinhos» que olho arregalado nem sempre logra conter.

 

Respeitando o sufixo «inho» que surge, fatal, no discurso ao referir estes mutantes, exteriormente, as mulherzinhas assemelham, na perfeição, Mulheres. Nem a roupagem ou o andar as distingue. Sinal inequívoco é, pública e frequentemente, comporem desarranjos imaginários do aspeto. Puxam saias e vestidos com falso pudor, ajustam calças, com os dedos espiam o cabelo, não se aventure ele a desobedecer. Aliás, odeiam desobediências às “vontadinhas” instantâneas; de igual modo, abominam imprevistos e contratempos. Adoram lamúrias, ruminações engelhadas, debicar o bem-estar alheio. Apresentam défice de coragem para pegarem a vida de frente. Ignoram adaptação reivindicativa às reviravoltas nos poeirentos ‘statu quo’. Especialistas no deixa-andar, aproveitam-no para renovarem o armazém de “queixinhas”. Têm medos - muitos e acerca de tudo. Acordam rabugentas. Trocam sexo por cochilar no sofá.

 

Homenzinhos e mulherzinhas têm em comum arruinar otimismos e serenidades desprevenidas. Às Pessoas: registem, um a um, os sinais. Reunidos indícios claros, o melhor é tesourada no cordão capaz de propiciar enlaces ruinosos para psiques saudáveis.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:54
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