Terça-feira, 25 de Março de 2014

POR CADA BOA NOTÍCIA UMA MÁ

  

Josephine Wall                                                                                                             Henryk Fantazos

 

Ao japonês Shigeru Ban foi atribuído o mais importante prémio da arquitetura, o Pritzker 2014, equivalente, é dito, ao Nobel da Arquitetura assim ele existisse. Destaca o trabalho de Shigeru Ban a perícia em aliar design exemplar à utilização de materiais inovadores, leves, económicos, alguns em cartão que trata com desenvolvida tecnologia até oferecerem resistência e durabilidade. Mais há: considera a arquitetura ao serviço dos poderosos esquecendo preocupações sociais. Como prova, salienta a fragilidade das construções perante catástrofes, nomeadamente, terramotos. “Não são os terramotos que matam, mas sim a inadequação do construído às tormentas naturais.”

 

Coerente, Shigeru Ban realiza trabalho voluntário pelos sem-abrigo e outros despojados após tragédias que a força da natureza provoca. Constrói abrigos com materiais simples, porém seguros, que alojem sobreviventes, lhes forneçam privacidade e restaurem a confiança. (Aconselho busca nas imagens do Google para visualizar algumas das obras de Shigeru Ban)

 

O Departamento de Saúde Pública da Organização Mundial de Saúde informou que “a poluição matou sete milhões de pessoas em todo o mundo em 2012, ou seja, foi responsável por 12,5 por cento das mortes nesse ano, tendo-se tornado o «principal risco ambiental de saúde do mundo».” Especificou: a qualidade do ar não só é reduzida no exterior mas também no interior das habitações devido ao simples ato de cozinhar, aos aquecimentos que utilizam madeira e aqueles destinados a condicionar a temperatura doméstica. Consequências: diversos tipos de cancro e doenças cardiovasculares. O problema agudiza-se na Ásia e nos países do Índico.  

 

Nota – sobre o tema da qualidade do ar que respiramos, dois textos científicos em linguagem acessível já aqui publicados: “MP 2,5”, o primeiro, e “Fumadores versus grelhados”.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:55
link | Veneno ou Açúcar? | favorito
Domingo, 27 de Junho de 2010

ROMANCES DE CORDEL

Josephine Wall

 

A propósito da Esquina dos Namorados (publicado no SPNI a 20 de Junho).

 

Luís Eme:

_ Lendo a coisa assim, dá realmente um grande "romance de cordel".

 

Teresa C.:

_ Encontrasse editora e até seria possível algum êxito no estilo construído à base do cordel. Sabe donde vem o termo 'romance de cordel'? Terei gosto na explicação.

 

Luís Eme:

_ Falei em "romance de cordel" por ser um romance tão feliz que até fere a realidade. (…) Penso que a expressão romance de cordel, tem muito a ver com a fórmula de contar uma história de amor, em que no fim acaba tudo feliz (género telenovelas).

 

Teresa C.:

_ "Preste atenção por favor
Na história que eu vou contar
Ela explica o que é o cordel
Grande manifestação popular."

 

Versos inspirados na "literatura de cordel", merecedora do nome porque dependurada em cordas nas feiras onde se «ajuntavam» gentes que assim tomavam conhecimento de escritas várias. Poderosa manifestação da cultura popular com honra e glória. Tomara merecimento semelhante!

 

Clarice:

_ "Romance de cordel" não tem a ver, precisamente, com as grandes sagas que alimentam o nosso imaginário desde os tempos medievais - "Tristão e Isolda", "A morte de Artur", por exemplo? E que mais tarde, perto do século xix, quando o romance se assumiu como uma das expressões mais adequadas de uma burguesia cada vez mais poderosa, se foi "vulgarizando", e chegando aos consumidores na publicação de jornais - lembro a grande "onda" de romances de Alexandre Dumas Victor Hugo que em Portugal foi publicada na imprensa, já no início do século xx.
Creio que se refere à ao nosso gosto por histórias, à nossa necessidade de acrescentarmos à (nossa) realidade aquele espaço contrafactual que permite o sonho e a subversão.
E não está Saramago tão próximo destas vertentes? Nas suas obras e na sua vida?

"Romances de cordel" ou "matéria de que são feitos os sonhos?”

 

Assim correm as escritas/casulos no SPNI. Quanto aprendo, deuses!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 13:05
link | Veneno ou Açúcar? | ver comentários (9) | favorito

últ. comentários

Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
continuo a espera de voltar a ler-te
decidi ontem voltar a ser blogger, decidi voltar a...
Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...

Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisa

links

arquivos

tags

todas as tags

subscrever feeds