Sábado, 25 de Junho de 2011

PEDALAR NU EM LISBOA

Autor que não foi possível identificar, Keith Garv

 

Pedalar faz bem a tudo – bombeia sangue nas veias e artérias, aumenta as mexidas do músculo cardíaco, reforça os músculos das pernas e dos braços, obriga a respirar correctamente. Outros exercícios físicos, alguns domésticos e saborosos que ao paraíso guiam os corpos, alcançam o mesmo. Dançar, por exemplo, e o mais que está a pensar. Logo, pedaladas são precisas, assim a vontade de fruir da vida o tutano acompanhe.

 

Se ainda não confirmou a presença no primeiro “Passeio Nu Mundial de Bicicleta” (WNBR) em Lisboa (outros países já o fizeram), que não seja o pudor a impedi-lo – algumas peças de roupa reduzidas ao mínimo são permitidas como fatos de banho e lingerie. Os propósitos da manifestação montada em bicicletas são congregarem atenções de autarquias e cidadãos para os benefícios de pedalar em vez de rolar sobre quatro rodas. O sedentarismo mata mais que o pudor nas vestimentas. Mas se lhe é desconfortável pele ao léu, cubra-a com o usual, inevitavelmente pouco num dia quente de Verão. Mas vá e mexa-se do Marquês de Pombal até Belém. O ajuntamento inicia-se amanhã, às 15.30h; a partida é uma hora depois.

 

Pense se estiolar numa praia com um calor de ananases, as filas, o incómodo de suportar gentes aos molhos para que não se experimente só no areal, os perigos e enervamentos são comparáveis ao desafio de circular numa Lisboa vazia sempre a dar aos pedais.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:47
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Sexta-feira, 21 de Maio de 2010

NEM O PINO AJUDA!

Keith Garv

 

Gentes de Trás-os-Montes, ali nadas e criadas, são como as da Beira: penhascos que ventos e neve e tômbola de tempestades não desalinham ou roem. Ainda bem! De falta de convicções e «tou-por-tudo» e ‘tanto se me dá como deu’, estando a salvo porta-trocos, há fartura. E se penedos são arte quando os séculos deles fazem esculturas! Ele há a Cabeça do Velho, a do Boi, as freiras graníticas em oração subindo de Gouveia para a Estrela. Não vê a obra do cinzel quem não atenta, preso às curvas disfarçadas e ao horizonte d’além repartido em malvas e azuis e cinzas. Chegado o dormir do Sol, incandesce. Momento para regressos de quem nas faldas habita.

 

A professora nua que não vi, mas gostava de ver assim houvesse tempo para tempo inútil, cumpriu vontade/necessidade. Fez, sigo o dizendo p’ra aí, boa figura nos retratos. Ora, quantas mulheres têm corpo e vontade para o mesmo? De tão poucas me coro e m’envergonho. Por mim também. Ora, consta que a «prof» foi arredada do ensino e caminhou para o arquivo de Mirandela. Definitivamente, não sabemos tirar proveito dos recursos – pedagoga dotada e com nadas por roupa motivaria assiduidade escolar que a promiscuidade legal, ao abrigo do perdoa-faltas, não consegue. Por outro lado, há a considerar traumas infanto-juvenis sendo o método seguido por matronas azedas _ porque existem seja qual for a idade.

 

P’ra mim tenho que nem fazer o pino ajuda quando os infantes são arredios de qualquer letra ou números escritos. Quando os conceitos lhes batem na testa e devolvidos num ricochete. Ao cabo de duas aulas com bata/traje/lingerie docente mínima, os aprendizes davam ‘às de vila-diogo’. Desandariam. Rotina e regra e regulamento _ três «erres» malditos, são, para eles, alergia sem cura.

 

CÁFÉ DA MANHÃ

 

A playmate de sempre.

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:03
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Sexta-feira, 7 de Maio de 2010

DE 16 A 23 OU 31 POR «LOLITOS»

Keith Garv

 

Quinhentas e seis árvores derrubadas. Causa nobre? Só iludido configuraria assim o fundamento da mortandade num país onde a defesa do património ambiental ainda gatinha. À pressa, cuidam-se poucas das muitas arribas costeiras em risco, não se repita a tragédia algarvia na praia Maria Luísa e se aterrorizem banhistas. As “áreas protegidas” persistem num abandono (des)mascarado. Os tecidos urbanos são teia de aranha preguiçosa. Mereceria referência o, por ora, omitido.

 

Num só ano, contabilizados mais de cinco milhões de folhas em papel dispendidos nas provas de aferição na escolaridade obrigatória a nível nacional. Aritmética simples: multiplicar pelas realizadas nos últimos tempos. Provas sem peso na avaliação final. Exigência nos testes? Omissa! Florestas abatidas para nada quando o 'deixa-progredir-a-ignorância' é palavra de ordem dum Olimpo submisso às estatísticas para mundo-ver.   

 

Números: a prova de Língua Portuguesa tem 16 páginas, a de Matemática entre 23 a 31. No ano lectivo 2008/2009, numa página do teste de Matemática consta apenas “Stop” e “Pára aqui”. Noutros, metade do espaço é utilizado. Excessivo o intervalo entre questões maioritariamente imbecis. Enunciados destinados ao lixo após resolvidos(?) pelas 'lolitas' e 'lolitos'.

 

Tantos Magalhães, tantos computadores escolares, inúmeros quadros interactivos para muito e pouco. Não temos «carcanhol» para máquina inteligente por aluno e sistema que o aguente _ vero! As famílias também não _ verissimo! Que tal utilizar papel reciclado? É caro. Mais do que celulose formatada em papel normal. Mas funciona como princípio. Exemplo. Assim sendo, melhor seria preencher cada milímetro das folhas com intelligentia. Porque recusam pedagogia económica os mandantes naquilo que o povo entendeu há muito? Somos pobres, caramba! A cada hora, mais. Haja juízo! Problema que nos aflige: da poupança indispensável, os vislumbres incidem nas fracções sociais frágeis, enquanto, no essencial, o despesismo continua.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 13:27
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Segunda-feira, 26 de Abril de 2010

ONDE SÃO FALADAS PEÚGAS E 'BOLICAOS'

Keith Garv

 

Há trinta e seis anos, passajavam-se. Hoje, vão direitas paro o lixo comum por não serem embalagem, nem papel, nem vidro. São compradas em pares múltiplos, descartáveis como luvas de látex. Peúgas rotas, ainda que buraco pouco, seguem para o caixote dos desperdícios e outras saem da gaveta.  

 

Há trinta e seis anos, sapatos com sola moída iam a remendo no sapateiro. Para evitar a despesa, colocados «protectores» metálicos que lhes prolongassem utilidade. Novos somente dois ou três pares por ano se estafados os anteriores e segundo o ciclo das estações. Hoje, adquirem-se sapatos como enfeites postos de lado mal a moda normaliza outros gostos/padrões

 

Há trinta e seis anos, mudando o peso corporal, volvia à costureira a roupa para apertar ou alargar – costuras largas na confecção preveniam alterações futuras do corpo, herança para irmãos mais novos ou para quem viesse a aproveitar o que não servia. Era o tempo do homem levar fato coçado ao alfaiate para trocar o lado exposto do tecido. De qualquer mulher saber fazer bainhas e casear. Hoje, basta tédio ocasional para mergulho no comprar como pílula da felicidade.

 

Há trinta e seis anos, não acabava o mês sem alguma poupança familiar à custa de parcimónia. Os livros escolares passavam do filho mais velho para o benjamim. Forrados com papel não se estragasse a capa. Industriadas as crianças para deles cuidarem.

 

Há trinta e seis anos, ganhava o planeta: muita energia economizada pelo hábito de ir a pé ou no transporte público e de conservar bens; pela alimentação saudável _ na lancheira da criançada, pão com manteiga ou fatia de queijo. Por inventar os bolicaos.

 

Passados trinta e seis anos, desfeita a euforia do desejo-quero-tenho, o porta-moedas furado dos cidadãos, o aumento das doenças cardiovasculares e outras que a sociedade fast e fútil tem acrescido obrigam a repensar hábitos. De novo, procurado o sapateiro e a costureira. Negar bens supérfluos tem, a cada dia, mais adeptos. Em vez de automóvel, palmilhar distância ou ultrapassá-la nos confortáveis meios públicos.

 

Passados trinta e seis anos em liberdade, começamos a saber usá-la. Ganha o planeta, ganham os portugueses.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:51
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Terça-feira, 13 de Abril de 2010

COM 'YAH, MEU', AVANTE PORTUGAL

 Keith Garv e Peter J. Davies

 

1975, 2002, 2010. Trindade representativa da mudança do funcionamento em classe na França. O 75 de lá semelhante até ao começo de 74 cá. Ano de atraso em relação a Portugal. Antes do 25 do mês quatro da revolução de Abril, os alunos levantavam-se das carteiras/madeiras, entrado o professor. “Bom dia” em coro. Ritual cumprido, a aula prosseguia. Não aprendiam mais por isso, mas interiorizavam disciplina e respeito pela autoridade na escola. Mais tarde no trabalho. Competências em nada despiciendas _ sábado passado, num relato de empresários que admitem jovens licenciados ao abrigo de programa estatal, foi comum a queixa de indisciplina por parte dos «doutores» empregados. Por tal razão, os mais capazes enviam-nos para estágios extra-fronteiras. Finalidade: aprenderem respeito por normas e atitudes produtivas. A tal chegámos!...

 

No ano segundo do século XXI, França e Portugal empatados no referido particular. Desalento nos rostos visto no corredor o «prof»; alunos refastelados nas cadeiras. Pernas para cada lado, «conversetas» laterais, tarefas diminuídas pela antecipada certeza de incumprimento. Naquele tempo, omisso o “bom dia!” pelos assentados, displicentemente, nos polímeros.

 

2010, Portugal (caso particular que o vulgo não retrata). Saúdam à entrada. O professor corresponde. Pés descalços em havaianas: um par por classe. Tops femininos com topos subidos expostos: 80%. Tarefas indiscutíveis dependem da motivação do professor e do ano dos inscritos _ 12º de Ciências e Tecnologias não oferecem resistência se explicadas razões acordadas com a expectativa de entrada em Medicina. Média de classificações no 2º Período: 15,3 na escala de 0 a 20. Grau de exigência do professor: adequado ao programa e às elevadas capacidades demonstradas pelos discentes. Problemas disciplinares: nenhum. Pontualidade: mediana/sofrível. Assiduidade: muito boa. Perfil da classe: trabalhadora, exigente para com ela e o docente.

 

Mesmo caindo no ‘yah, meu’, existe ensino público de elevada qualidade _ complot de professores e alunos. Sorte? _ Nem um pouco! Saberes anteriores, famílias atentas, pedagogia adequada, motivação, motivados e rumos exigentes fazem diferença. Avante Portugal assim!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:29
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