Quinta-feira, 20 de Março de 2014

QUANDO ELAS TAGARELAM, PRAZER SEMELHANTE A ORGASMO

   

Duy Huynh

 

Começou a "Primavera Boreal" neste Hemisfério Norte. Ninguém diria: árvores com galhos débeis e secos, flores, poucas, em botões lascivos que perdem (ganham?) por tão pequenos e ocultos. Pela altura esta, deviam ousar exuberância, apelar ao ‘olhem para mim tão pronta e despudorada!’ Mas não. Os solos encharcados, sofrem indigestão pelos lagos que substituíram terreno firme. Água a mais, seiva a menos? E apetece brincadeira. Provocar os sinais. Pensar amores, diferenças (semelhanças?) entre homens e mulheres. Depois, unidos pela mão-na-mão, pelos lábios e corpos gulosos. É sempre assim chegado o tempo oficial _ oficiosamente, qualquer o é _ de todos os arrepios. 

 

A última machadada na conceção sociológica dos géneros em vez de sexo feminino e masculino foi dada pela neuropsiquiatra Louann Brizendine ao defender que as características femininas e masculinas estão definidas no cérebro desde o nascimento. Os rapazes nascem programados para serem homens, as raparigas para serem mulheres. A testosterona exclui as ligações nos centros de comunicação do cérebro, enquanto o estrogénio aumenta essas conexões. Além disto, as regiões do cérebro responsáveis pela linguagem e pela expressão de emoções são maiores nas mulheres. Conclui que se as mulheres são faladoras, acusação frequente nas bocas masculinas, é responsável a química hormonal. Nela, circulam substâncias que lhes providenciam ao desabafarem sensação de prazer semelhante a orgasmo.

 

No livro “The Female Brain”, provada a diferença entre homens e mulheres em termos de comunicação verbal: os homens usam 7 mil palavras ao dia e as mulheres usam 20 mil. As mulheres possuem autoestrada de várias faixas dedicada a processar emoções, enquanto os homens têm apenas um caminho. Também a diferença no pensar sexo é explicada pela autora: os homens têm um «aeroporto internacional», as mulheres limitam-se a um «aeródromo». Quem gosta de refletir sobre as atávicas e mútuas incompreensões entre mulheres e homens suspira de alívio - afinal, a necessidade deles dispersarem sémen e a tagarelice delas são, em vez de construção social, frutos prosaicos de reações químicas cerebrais.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:02
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