Quarta-feira, 3 de Setembro de 2014

NOS TEMPOS EM QUE OS REIS MANDAVAM

Grandmother’s Tapestry by Shirley Reade

 

Uma história da "História" que, embora pretendendo apenas ser uma peça de humor, é capaz de não estar tão longe da verdade como isso.

 

“Nos tempos em que os reis mandavam, numa noite escura, à entrada de Dezembro, o Rei de Portugal veio à varanda do seu iluminado palácio e reparou que a cidade estava escura como breu.
  
Chamou o Primeiro-Ministro e ordenou-lhe:
_ Antes do Natal, quero ver a cidade toda iluminada. Toma lá 500 cruzados e trata já de resolver o problema.
  
O Primeiro-Ministro chamou o Presidente da Câmara e ordenou-lhe:
_ O nosso Rei quer a cidade toda iluminada ainda antes do natal. Toma lá 250 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
  
O Presidente da Câmara chamou o Chefe da Polícia e disse-lhe:
_ O nosso Rei ordenou que puséssemos a cidade toda iluminada para o Natal. Toma lá 100 cruzados e trata imediatamente de resolver o problema.
  
O Chefe da Polícia emitiu um edital a dizer: “Por ordem do Rei em todas as ruas e em todas as casas da cidade deve imediatamente ser colocada iluminação de Natal. Quem não cumprir esta ordem será enforcado”.

 

Dias depois, o Rei veio à varanda e, ao ver a cidade profusamente iluminada, exclamou:
_ Que lindo! Abençoado dinheiro que gastei. Valeu a pena!”


E foi assim que Portugal começou a funcionar. Nada mudou desde então.

 

Nota – artigo enviado por teclas amigas.

 

A propósito desta estória, lembrei poetas nossos – Mário de Sá-Carneiro e Afonso Lopes Vieira, respetivamente.

 

O Lord

 

Lord que eu fui de Escócias doutra vida
Hoje arrasta por esta a sua decadência,
Sem brilho e equipagens.
Milord reduzido a viver de imagens,
Pára às montras de joias de opulência
Num desejo brumoso em dúvida iludida...
(- Por isso a minha raiva mal contida,
-Por isso a minha eterna impaciência.)

Olha as Praças, rodeia-as...
Quem sabe se ele outrora
Teve Praças, como esta, e palácios e colunas -
Longas terras, quintas cheias,
Iates pelo mar fora,
Montanhas e lagos, florestas e dunas...

(- Por isso a sensação em mim fincada há tanto
Dum grande património algures haver perdido;
Por isso o meu desejo astral de luxo desmedido -
E a Cor na minha Obra o que ficou do encanto...).

 

Cavaleiro de Cavalo de Pau

 

Vai a galope o cavaleiro e sem cessar
Galopando no ar sem mudar de lugar.

E galopa, galopa e galopa, parado,
E galopa sem fim nas tábuas do sobrado.

Oh! Que bravo corcel, que doidas galopadas,
- Crinas de estopa ao vento, e as narinas pintadas!

Em curvas pelo ar, em velozes carreiras,
O cavalo de pau é o terror das cadeiras!

E o cavaleiro nunca muda de lugar,
A galopar a galopar a galopar!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:45
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
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continuo a espera de voltar a ler-te
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