Terça-feira, 18 de Dezembro de 2012

120º ANIVERSÁRIO DO "QUEBRA-NOZES"

 

Imagem do Google

 

Não fora um Google atento a datas significativas e desconheceria esta efeméride que tanto me diz – na infância, chegado o tempo de Natal, era sabido assistir ao Quebra-Nozes ao vivo ou pela televisão. Penso que o meu amor pelo bailado terá começado com esta história mágica contada nos palcos também por artistas de nomeada a que não escaparam Margot Fonteyn e Rudolf Nureyev. O som dos passos bailados requer palco em frente e dele afastamento mínimo sem ir além da quinta fila. Em filme, também perdido o mover dos músculos, a precisão dos gestos. Pela ausência do essencial, muitos dizem, convictos, não gostar de bailado.

 

Selos comemorativos do 100º aniversário                                                                                  Olga Preobrajenskaya e Nikolai Legat

 

O Quebra-Nozes é baseado numa adaptação de Alexandre Dumas dum conto de Natal de Ernst Theodor Amadeus Hoffmann. Com a música sublime de Piotr Tchaikovskii, cenários e guarda-roupa suntuosos, coreografia de Marius Petipa e Lev Ivanov, bailarinos da célebre Academia de Dança de Vaganova, desde a estreia foi marco no bailado.

 

Fotografias de John Hall

 

O simbolismo está presente como fábula da passagem da infância à adolescência. Fundamenta-se no tema sem época do amor contra as forças do mal. Excelentes razões para divulgar Quebra-Nozes aos mais novos, seja ao vivo, em cartaz na cidade de Lisboa, ou através do filme produzido pela Disney (Fantasia).

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:15
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Sábado, 10 de Dezembro de 2011

ANTE-ESTREIA/ANTESTREIA

Rhoda Yanow, autor que não foi possível identificar, Rhoda Yanow

 

A noite pedia serão caseiro. Fora, a neblina, o brilho húmido do alcatrão e das calçadas, o frio desaconselhavam surtidas na cidade. Mas, em São Carlos, o tentador “Romeu e Julieta” pelo corpo de bailado da Companhia Nacional contrariava a conjugação dos elementos na atmosfera invernosa. O ingresso estava ao lado, veio o apetite e o fruir outro da noite tornou-se irresistível. Afinal, a neblina bailava com as luzes, tornava misteriosa e feérica a cidade, a casa oposta ao teatro respirava a magia de Pessoa.

 

Se tempos houve em que a Companhia Nacional de Bailado nem sempre adoçava a boca dos espectadores, ontem, casa cheia, a técnica impôs a diferença. A beleza da música de Prokofiev, a coreografia de John Cranko e o argumento que adaptou, a inspirada cenografia, os figurinos, a harmonia da Orquestra Sinfónica Portuguesa dirigida pelo talento e saber da maestrina Joana Carneiro deleitaram. E porque o lucro de bilheteira revertia a favor da “Casa do Artista”, ‘actores, actrizes e atrasados’ (por esta pago direitos ao autor) enxameavam a sala. Ante-estreia de solidariedade. Memorável, digo eu, como ‘atrasada’ que sou – o amor pelo bailado e os inúmeros espectáculos a que assisti não me concederam ainda saberes além do 'suficiente menos'.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:33
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