Domingo, 15 de Setembro de 2013

O LUGAR, A MULHER, A ARTE

 

 

 

 

 

 

O lugar: “Alcântara Residence”. Arquitetura modelar se a reinvenção do antigo no que também a insere é objetivo. Nada de modernices, nada de cópias do já construído noutros sítios. Condomínio cuja entrada abobada e antiga foi respeitada. Lá dentro, o silêncio, os jardins tranquilos, a piscina e o ténis. O Tejo e a ponte são horizonte das habitações pensadas para devolverem às gentes que nelas fazem vida a suavidade duma Lisboa doutras eras.

 

Neste lugar, vive a querida amiga/irmã Maria Fernanda Rocha. Mulher profunda no sentir e no estar. O sorriso aberto acolhe almas alheias. Preciosa nos detalhes, amante de artes pictóricas cria peças com o amor nas mãos que ao novo dá forma.

 

Feliz quem a descobre numa sociedade vezes demais entregue ao frívolo nas relações interpessoais.    

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 11:12
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Domingo, 5 de Junho de 2011

NO CORPO, O PRAZER

 

Arte que tenho o gosto de possuir pela generosidade da designer Maria Fernanda Rocha. Ao longo de trindade de anos, fui surpreendida com a criatividade desta artista. Porque amiga, em ocasiões estas e aquelas, presenteou-me com o afecto simbolizado por peças únicas, criadas em exclusivo para harmonia com a minha personalidade e estar. Tons de fogo e cobres condizentes com dourado se a balança de Outubro a inspirava. Trapos e acessórios meus que disso não passariam se arte afectuosa não lhes conferisse dimensão além.

 

 

Na Primavera, jeans e túnicas bordadas pedem azuis. O vestido decotado carece de ornamento entre os seios. Azul como as flores do chiffon, revelando, com subtileza, no oscilar de cá para lá, o recorte do peito. E a mulher sente o prazer do complemento/peça única colada à pele.

 

 

Porque dias e noites requerem preto, sandálias apuradas, zebra nos momentos íntimos em que xailes são lingerie que a nudez cobre. Se o instante é social, que se lhe juntem pérolas, sapatos Channel. Nada por dentro, salvo a nuvem de perfume Midnight Poison.

 

 

Preto e encarnado. Meias com liga de renda e cetim entrançado. A mulher, das intimidades só ela sabe, experimenta prazer secreto, enquanto a mala de verniz prende nos dedos. Depois, são os colares mesclados, dois «pores»; cinza e sandália prateada brilham no negro.

 

 

Roxo, luvas de fina pele até ao cotovelo, laçarote no pulso, seda estampada, fluida, que deixa em liberdade as pernas. Lilás, fúcsias, sedas selvagens, transparências, pedra semi-preciosa em pendente. No segundo, de novo, a pureza da seda acontece. Pérolas, sempre elas as sedutoras.

 

 

Para trás? Para a frente? Desiguais num só. O bordado artesanal em cinza progressivamente esfumado até ao preto. Apetece o brilho e o metal da mala de mão cuja alça delicada suspensa no ombro é liberdade. Contrasta o verde de estio alegre, das longas noites e dias, do algodão indiano sobre a pele que o vestido desnuda. Arte e tecido e corpo e irreverência em harmonia perfeita até a noite desaguar na madrugada da mulher.

 

Estas e outras peças d'arte, aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 07:43
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
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