Terça-feira, 5 de Fevereiro de 2013

A MENTIRA

 

Amelies Welt

 

Acresce penas ao viver quem, descontando propósitos satíricos, não aprendeu a mentir. Com desenvoltura. Como segunda natureza do visível. Porfiadamente. Debitando asserções que sabe falsas e não hesita em difundir consciente do dolo que pode causar. Além desta Mentira de dicionário, outras há: as mentiras que muitos chamam verdades seletivas. A omissão, por exemplo. Menos grave – afirmam os manuais - do que a verdade maldosa, intencionalmente escancarada como arma de tortura ou burla. “Com a verdade me enganas” é ditado que a ética tem por sábio.

 

Na encruzilhada da mentira e da verdade, são tecidos enredos que capturam os puros – ainda os há! Excluídas as mentiras sociais como urgências compassivas, raras por definição e distintas da insuportável hipocrisia, há divisões na Mentira: a que atrás de si arrasta culpa e firme intento de evitar repetição, e a derramada pela boca como se fora água corrente deixando enxuto o lugar donde saiu. São os mentirosos compulsivos e os habitués pimpões que dela fazem lixívia para vícios privados. Penduram na corda pública vidas imaculadas.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:07
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
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