Segunda-feira, 21 de Maio de 2012

CEM METROS, NÃO MAIS

Virgil Elliot

 

Cem metros. Não mais. Bebericando chá verde, olhava o longe/perto para lá das vidraças entreabertas. Atrevia-se o sol. Dentro, lambia as folhas viçosas de plantas estimadas e reunidas como se foram jardim. E é. Privado, miniatura dos beirões que mesmo de longe me afagam.

 

Cem metros além, chovia. Rasgos azuis no celeste teto nublado legitimavam a contradição de duas estações simultâneas numa só. Café tirado, chávena entre as mãos, pernas nuas estendidas ao beijar quente da luz. Intimidade. Serenidade. Momento feliz. Como outros, como tantos, gravei-o na divisão da memória onde coleciono poemas vividos ao subscrever Confúcio: _ “O que ouço esqueço, mas o que vejo recordo.”

 

No ecrã da sala de cinema que invento, projeto ocorridos consoante a maré determinada pelo meu estado lunar ou soalheiro. Para os demais talvez ridículos sem merecimento. Risíveis, portanto. Todavia, se mais possuo risonhos que lúgubres, nenhum escapa a serventia – o filme deste pecúlio desfila amiúde mal o silêncio é companhia.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:57
link | Veneno ou Açúcar? | ver comentários (1) | favorito

últ. comentários

Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
continuo a espera de voltar a ler-te
decidi ontem voltar a ser blogger, decidi voltar a...
Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...

Julho 2015

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
11
12
13
14
15
16
17
18
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

pesquisa

links

arquivos

tags

todas as tags

subscrever feeds