Sábado, 30 de Novembro de 2013

"A LUZ DA NOSSA IDENTIDADE" - EXPOSIÇÃO

 

 

As visões primeiras dum palpitar do coração de Lisboa. Para quem não é «useira» nem «vezeira» em saídas noturnas, o retomar dum encanto onde a cidade respira ícones. Restaurado o espírito da Restauração.

  

 

Artistas plásticos convidados, impuseram magnificência rara. O fado presente, as obras expostas recordaram o devido e às muitas almas presentes trouxeram festa em véspera de feriado que era e agora abastardado.

 

 

A obra da pintora Graça Delgado, além da magnífica localização na sala primeira, do fascínio das texturas, da composição e leveza da técnica, retida a mão da artista que deu vida ao suporte outrora vazio.

 

Subindo ao jardim, de baixo para cima, detalhes dum espaço acolhedor que a noite fria respeitou com a suavidade possível.

 

 

À saída, o grupo reunido optou por jantar alegre num lugar de bem comer que cerca é.

 

 

Porque marcar não lembrou e pela hora tardia, foi rumo o Cais do Sodré onde mais amigos se ajuntaram no pós-exposição. Repasto terminado, nem toda a companhia foi desfeita. Lugar/símbolo da nova 'movida' lisboeta recebeu os que ficaram. No 'kitsch' de idos, prostíbulo de facto, relembrada época onde os cavalheiros da cidade e ricaços do interior se curavam das regras (f)rígidas das esposas em recato. Tivessem ali ouvido cantar a sina, melhor cuidariam do matrimónio.

 

 

CAFÉ DA TARDE

 

publicado por Maria Brojo às 13:47
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Sexta-feira, 15 de Abril de 2011

‘CAFÉ DAS VELHAS’

Alberto Vargas, Karen Chase

 

À mulher recostada no sofá, fosse pela tepidez da noite que entrava porta-janela adentro, fosse pelo filme menor, uniram-se as pálpebras dormentes, pendeu-lhe a cabeça. Dali para o conforto da cama, passos curtos. Acordaria repousada, sorriria à manhã de sol descoberta por cada centímetro de estore subido. Ligou a rádio com automatismo no gesto, espreitou o verde luminoso nos plátanos jovens da rua e, enquanto o ‘café das velhas’ fazia, ouviu:

 

- redução histórica da despesa nacional – em comparação com período homólogo do ano passado caiu 3.7%, com pessoal diminuiu 8%; a receita fiscal aumentou 15%, a maior subida desde há uma década, o défice do Estado diminui 60%.

 

- António Costa, por dois anos, desde há uma semana que despacha a partir da nova casa da Câmara de Lisboa sita no Intendente. Ainda a cheirar a tinta, minimalista no espaço e recheio, o Presidente da cidade (uma de muitas) dos genes mouros pretende que a área cuja fama duvidosa inspira temores adquira face confiante, que gentes voltem a habitá-la, que Alfama, Mouraria e Castelo sejam requalificadas com respeito pela ambiência histórica.

 

- em vez inaugural, três equipas portuguesas estão nas meias-finais da Liga Europa. Final com uma, garantida; entre duas, possibilidade.

 

Propensa à felicidade das coisas pequenas, sorriu com os lábios e o olhar. Enviou p’ras malvas receios que suscitam o alojamento do FMI durante dez anos em Portugal.

 

Bebericando o leite frio de sempre, sem despegar pupilas das folhagens envasadas e substituem, mal, o jardim beirão, declarou-se oficiosa e oficialmente feliz. Encadeou o sentimento com o pensar: _ E se a catástrofe das contas nacionais tivesse explodido no Inverno dos dias cinza e pingões?  Muito pior seria pela macambúzia meteorologia. Assim, alguns portugueses despediram-se do ‘menos mal’ até agora vivido, esgotando destinos para férias mini além das fronteiras. Ao regressarem, que nos aeroportos surja, especado, o pior – a pele dourada, os recuerdos, a alma cheia de bem-bom são muralha defensiva. Tristeza somente quando as memórias se desvanecerem, remetidas a registos com muitos pixéis.

 

CAFÉ DA MANHà

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:20
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