Quinta-feira, 11 de Novembro de 2010

TAMBÉM COR-DE-BURRO FEIRANTE

Otha Haiku, Joerg Warda

 

O plástico tem as duas faces comuns: bom e mau. É material indispensável para moldes e múltiplas indústrias; oferece leveza e robustez, sendo tais características necessárias. Teve, tem, lugar importante nos hábitos sociais em contraponto com os d’antanho. Já não é preciso carregar água do fontanário como era comum aos bisavós rurais, tão pouco comprá-la ao aguadeiro nas urbes cosmopolitas correndo mais da metade do XIX, passadas Invasões Francesas e Guerra Civil. Vinha aí a Revolução Industrial e Portugal modernizou-se – expressão que sob o foco de hoje só não faz rir por, à época, estar o país e o povo desalinhado com as «esquisitices» da Europa rica que o Eça tão bem descreve(u). Naquela de ir buscar água à fonte, o plástico do XX substituiu, com vantagem, o peso dos baldes e jarros zincados que as ‘costelas’ das mulheres muito curvavam.

 

Porque o consumo da modernidade usa e abusa dos derivados do petróleo, os sacos de plástico sofrem de pecha idêntica. Alguns deles, reciclados, aliviam consciências atentas. Sejam lugares de compra centros comerciais ou vendedores postados em feiras, ai que por cada adquirido lá vem mais um! (custo incluído na aquisição), diferenciados os sacos e os sítios pela griffe impressa ou pela singela cor-de-burro feirante. Para o efeito, tanto dá. É plástico e basta.

 

Voltando ao XIX e antes de meado o XX, eram usadas seiras de junco ou vime, caixas e embrulhos de papel para acondicionar novos bens. Uso sensato que o mundo devia adoptar com alterações devidas aos quotidianos do XXI. Além do mais, é triste visão sacos de plástico, disseminados ao acaso, rodopiando no ar se a ventania os levanta. Por tratar, os entupimentos que provocam nas bocas dos esgotos das ruas - cheias consequentes mal o céu debita água em catadupas -, nos aterros sanitários.

 

Levar sacola de casa, bem dobrada na mala ou em espera no porta-bagagens, não custa. Vontades multiplicadas, neste particular e com método legisladas, podem alterar presente e futuro do mundo.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Não tem nada a ver com o texto? _ Parece!

 

publicado por Maria Brojo às 07:38
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