Segunda-feira, 29 de Julho de 2013

FOI NO SÁBADO, PELAS DEZ, PORTUGAL ACIMA

 

Abel Manta, Fundação Calouste Gulbenkian

 

Do quase Sul, aceder à Estrela. Saindo da A1 para a IP3, basta percorrer vinte quilómetros para que o «lago» da Barragem da Aguieira altere o cenário da Beira Litoral, pré-anunciando outro – o da Beira Alta. Arvoredo misto progride até capitular perante o pinheiro bravo e alguns eucaliptos. Após via rápida até Nelas, estrada curvilínea, trânsito raro, segura a velocidade moderada. Mas bela, cheirosa, com sombras que entrecortam a «soalheirada» dos últimos de Julho. Num troço, o desgosto de incêndio em fase de rescaldo que bombeiros vigiam. E se era magnífico aquele pedaço! Daqui a quantas décadas, pressupondo optimismo, a área ardida regressará ao viço anterior? Novo pinhal talvez nunca se o solo foi exaurido de alimento até ao tutano.

 

Em Nelas, paragem garantida: magnífica cafetaria estende esplanada sob tílias e plátanos; para refeição de substância “Os Antónios” sito nas antigas adegas dum solar, outrora, propriedade dos Jesuítas. Gastronomia tradicional da região, gama de vinhos excelentes. No Inverno, lareira acesa convida a esticar a presença. Serviço atento, custo sensato. Tílias e mais tílias bordejam empedrado e alcatrão onde é fácil estacionar. Porquê interromper o trabalho do motor em Nelas? _ Dali em diante, muda o horizonte, surgirá a imponência da Estrela e das suas faldas que alojam as cidades de Seia e Gouveia. A primeira, industrial com magnólias a enfeitá-la; a segunda, tranquila e bela onde o património, pela riqueza, foi preservado e as hortenses floridas espreitam em qualquer recanto. Duma ou doutra, quinze quilómetros de distância entre elas, acesso directo e curto à montanha. O de Gouveia promete e cumpre a revelação do “Cabeço do Velho”, dos elevados penedos esguios das “Freiras” alinhados em procissão, do “Mondeguinho”, das “Penhas Douradas”, do “Vale do Rossim”. Para satisfazer a arte de bem comer, em Seia, o “Camelo” e o “Solar do Pão”; Gouveia oferece (re)conhecidos lugares e a «boda» no Albertino.

 

Corra estio excessivo, a Estrela e seus próximos arredores garantem frescura nas manhãs e no entardecer. Por tudo, destino sem estação pela abundância de parques e de aldeias históricas, romarias, praias fluviais, outras imitando as marítimas, a neve e os desportos de Inverno.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:20
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Segunda-feira, 1 de Agosto de 2011

DA A1 PARA A IP3

Abel Manta

 

Do quase Sul, aceder à Estrela. Saindo da A1 para a IP3, bastam vinte quilómetros para que o «lago» da Barragem da Aguieira altere o cenário da Beira Litoral, pré-anunciando outro – o da Beira Alta. Arvoredo misto progride até capitular perante o pinheiro bravo e alguns eucaliptos. Após via rápida até Nelas, estrada curvilínea, trânsito raro, segura a velocidade moderada. Mas bela, cheirosa, com sombras que entrecortam a tarde soalheira do último de Julho. Num troço, o desgosto de incêndio em fase de rescaldo que bombeiros vigiam. E se era magnífico aquele pedaço! Daqui a quantas décadas, pressupondo optimismo, a área ardida regressará ao viço anterior? Novo pinhal talvez nunca se o solo foi exaurido de alimento até ao tutano.

 

Em Nelas, paragem garantida: magnífica cafetaria estende esplanada sob tílias e plátanos; para refeição de substância “Os Antónios” sito nas antigas adegas dum solar, outrora, propriedade dos Jesuítas. Gastronomia tradicional da região, gama de vinhos excelentes. No Inverno, lareira acesa convida a esticar a presença. Serviço atento, custo sensato. Tílias e mais tílias bordejam empedrado e alcatrão onde é fácil estacionar. Porquê interromper o trabalho do motor em Nelas? _ Dali em diante, muda o horizonte, surgirá a imponência da Estrela e das suas faldas que alojam as cidades de Seia e Gouveia. A primeira, industrial com magnólias a enfeitá-la; a segunda, tranquila e bela onde o património, pela riqueza, foi preservado e as hortenses floridas espreitam em qualquer recanto. Duma ou doutra, quinze quilómetros de distância entre elas, acesso directo e curto à montanha. O de Gouveia promete e cumpre a revelação do “Cabeço do Velho”, dos elevados penedos esguios das “Freiras” alinhados em procissão, do “Mondeguinho”, das “Penhas Douradas”, do “Vale do Rossim”. Para satisfazer a arte de bem comer, em Seia, o “Camelo” e o “Solar do Pão”; Gouveia oferece o (re)conhecido “Júlio” e a «boda» no Albertino.

 

Corra estio excessivo, a Estrela e seus próximos arredores garantem frescura nas manhãs e no entardecer. Por tudo, destino sem estação pela abundância de parques e de aldeias históricas, romarias, praias fluviais, outras imitando as marítimas, a neve e os desportos de Inverno.  

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:09
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