Domingo, 9 de Março de 2014

NUNO BALTAZAR, MODA LISBOA

 

 

A convite do estimado Nuno Baltazar, mais uma "Moda Lisboa"/"Coleção Outono - Inverno". Ansiedade pelo novo. Espera divertida entre amigos de muitos anos.

 

  

 

Luzes apagadas, o sinal.

 

 

 

E a criatividade do Nuno Baltazar finalmente exposta nos cortes, nos tons, nos materiais inovadores.

 

  

 

  

 

  

 

Fechadas luzes, outras estavam acesas.

 

  

 

  

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:58
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Domingo, 14 de Outubro de 2012

MODA LISBOA 2012 - COLEÇÃO DO NUNO BALTAZAR

Sem amigos encantadores como estes, o divertimento saía diminuído. 

 

O estimado Nuno, afável como sempre, brindou-me com entrada preferencial. Sala ainda quase vazia, tempo para fruir de novo deste maravilhoso espaço (Pátio da Galé).

 

Sala já abarrotar, curiosidade imensa pela obra do Nuno.

 

A beleza e a simplicidade das linhas, o estilo rétro que a música bem parisiense remetia para o início dos 'cinquenta', os óculos de lentes estreitas e alongadas para os lados, a paleta de cores utilizadas, a fluidez do trajar, os «macacões» absolutamente vintage, conferiram deslumbre nos espectadores.

 

 

Após a festa dentro, outra festa fora: a maravilha desta cidade ribeirinha, a beleza das gentes.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 11:49
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Sábado, 3 de Dezembro de 2011

“TUSSISQUE” SEM “SAPIENTIA”

Douglas Hofman, autor que não foi possível identificar

 

Amor tussisque non celantur - O amor é como a tosse: impossível ocultar.

«Era» deveria ser o tempo verbal. Como os espirros, não fossem as castradoras normas sociais. Ou o nariz a pingar, que o tempo vai mais para isso do que para romantizar enlevos. À conta de me aventurar em namoro nocturno com ignoto jardim da capital, de uma penada, ganhei pacote inteiro. Simulei o «cantando à chuva» que caía - adocei o passo, arredondei gestos, fiz dos braços asas, e, com as mãos semi-fechadas numa concha afilada pelos dedos, simulei ave lépida. Da insanidade que não curo, ficou o amor pelo jardim, mas acresci tosse e constipação.

Sapientia longe preestat divitiis - Acaba-se o haver, fica o saber.

Lembraram-me, com erudição humorada, que no funeral de Beaudelaire, presentes trinta pessoas, no de Willy, dezanove e no do Oscar Wilde, sete. A mulher que sempre afirmou não desejar complicações – um pijama usado serve para embrulho, bem como qualquer pedacito de terra (não ocupa muito espaço) - deu por ela num delírio ao cogitar qual o tipo de ofício fúnebre que iria bem com o respectivo passamento.

 

Importante seria «maquilhadora» com mínimo de jeito para disfarçar o branco arroxeado de cadáver perturbador de familiares e amigos. Garantida a posição horizontal eterna e por decoro, vestido comprido em cetim fúcsia do estimado Nuno Baltazar. Sapatos, ele sabe: _ Nuno vá pensando, por favor! Entre roupa, calçado, maquilhagem, mais o tempo que a querida Guida vai demorar com o cabelo, dois dias de preparos devem chegar. O meu amigo/irmão Fernando ficará com a gestão do fundo musical - jazz, light como a finada, nada de muito estridente que incomode acompanhantes fãs de toadas mais doces. Como o haver já deixei e o reduzido saber levo comigo _ "Não se macem, vão para dentro!"

 

Sendo desejada tertúlia depois de terminada a função, invadam frigoríficos e armários ou tragam coisitas leves para trincar; nada de fritos que deixe a casa empestada. Brindem, salvo com água, não venha a superstição interromper-me o trajecto direito ao Céu. Ou ao Purgatório. O Inferno? _ Aqui d’el rei q'isso não! Esborrata a pintura e queimar cetim é estragação.

 

CAFÉ DA MANHÃ

                                                                                                                                                  Sugestão de Veneno C.

publicado por Maria Brojo às 08:38
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Segunda-feira, 11 de Outubro de 2010

NINFAS, NINFETAS, MULHERES

 Alain Aslan

 

‘Olha p’ra elas frescas e lindas! Venha, venha vê-las.’ Podia ser pregão gritado no Mercado da Ribeira se ainda fosse lugar de venda de sardinhas, garoupas inteiras ou em postas, ‘carapaus do gato’ para fritar, lombardos, cenouras, dióspiros de Outono e frescos mais. Mas não. Do mercado de outrora sobrou o espaço, a face lavada da renda em estrutura metálica enfeitada por folhagem _ ‘olha p’ra elas frescas e lindas’_ das lianas penduradas das luzes. Os peixes de olhos vivos e guerlas com cheiro a mar nestes dias foram substituído por «peixões» quanto mais excêntricos e chamativos melhor - cópias portuguesas e desbotadas da fauna que recheia lugares de moda em Paris, Roma ou Nova Iorque. Mas é a Moda Lisboa, senhores!  

 

Em corredores esconsos, filas obesas p´ra olhar as ‘elas frescas e lindas’. Convites timbrados e com privilégios agregados do querido Nuno Baltazar deram acesso à entrada directa e lugares próximos do chão-passarela. Satisfeita a gula por registos efémeros do enxame de câmaras, ribomba o mar/espaço, sopra vento suão e desfilam encobertas por ondas assimétricas de sedas ou cetins ou musselinas ninfas camonianas, ninfetas que Stanley Kubrick não desdenharia.  

 

Noutros corredores, mulheres brilham e sofrem. Nos da Europa a múltiplos, a eurodeputada socialista Edite Estrela, distinguida com o prémio da melhor parlamentar do ano na categoria Emprego e Assuntos Sociais, pugna por esbater diferenças laborais que atingem demasiadas mulheres. Assegurar novos direitos à maternidade e à paternidade também. Na Venezuela, misturada com assassinas, está prisioneira acerca de dez meses e por razões políticas a juíza Maria Lourdes Afiuni, agora candidata à Assembleia Nacional como estratégia para obter imunidade/libertação. Compreensível o aplauso de Hugo Chávez às declarações revoltadas da China pela atribuição do Nobel da Paz a Liu Xiaobo.

 

A quem entender tiranias frívolas ou sérias agradeço explicações à borla e à hora.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 12:28
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