Quarta-feira, 23 de Janeiro de 2013

SÃO BRÁS DO COITO

 

Michael Godard

 

Notícia tal qual ouvi e li:

“Falta de transparência é a principal conclusão do inquérito de transparência orçamental. Uma iniciativa de um grupo de reflexão sedeado em Washington, que, com a ajuda de economistas de todo o mundo, olhou à lupa para os orçamentos de uma centena de países.

 

O inquérito concluiu que a transparência das contas portuguesas está bem classificada em termos mundiais. No entanto, quando comparada com a de outros países europeus, faz fraca figura. Com contas públicas mais opacas estão apenas a Itália, a Polónia e a Roménia.

 

Em Portugal, a análise foi feita por uma equipa encabeçada pelo economista Paulo Trigo Pereira. O professor do ISEG explica que uma das principais recomendações do estudo é a criação de um orçamento para o cidadão, à semelhança do que acontece noutros países da Europa.

 

Portugal até melhorou desde a última análise, feita há dois anos, mas na nota de imprensa sobre o estudo, redigida por peritos internacionais e que foi enviada para jornalistas de todo o mundo, o International Budget Partnership pega em Portugal para dizer o que não deve ser feito.”

 

Hugo Neutel

 

A obscuridade das contas nacionais, a ignorância da real tragédia económica e financeira em que mergulhámos contribuem para a descrença dos portugueses nos governantes. E se têm razão! Quanto são capazes de ler e entender de ‘fio a pavio’ o Orçamento de Estado? Ininteligível pelos códigos utlizados, é documento para especialistas, jamais para o cidadão comum. Ora, sendo estes os pagantes das faturas do país, merecem, no mínimo, a consideração de lhes ser permitido averiguá-las em detalhe e de modo fácil.

 

Como quem não deve, não teme, inexistindo «rabos de palha» que, conhecidos, seriam motivo para escândalo e fogueira, os governantes encaracolam-nos. Desconfiança sistemática, boatos atemorizadores são consequência, bem como a desequilibrada balança das contas portuguesas. A sistemática vigilância pública nas intenções e desvios orçamentais é de eficácia sem defeito. Obedece a provérbio d’antanho: “São Brás do Coito desafoga um para afogar oito”.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:04
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Sexta-feira, 29 de Janeiro de 2010

QUANDO SOBRAM RAÍZES P’RA ALIMENTO


Jim Warren


O ser humano convive mal com a penúria. Desde que apareceu no planeta, se a caça escasseava e era preciso comer raízes, não havendo chefe regulador dos bens comuns, açambarcava o possível ainda que alheio. Sem intervalos geracionais, por isso fora de qualquer atavismo, surgiam confrontos e lutas sangrentas por um naco de carne. Até hoje.

.

Arenga a propósito de novela madeirense. Emblema da discussão no Orçamente de Estado. Constam os ingredientes usuais: enredo, intriga e ficção. Mal vamos quando facto menor gera contenda que decide apoios necessários à consolidação das finanças instáveis dum país sob olhar duro das agências internacionais de rating. A «coisa» é simples: ou existem sinais inequívocos de opção por caminho certo, ou o descrédito financeiro internacional impõe juros asfixiantes para a nossa economia. No horizonte, insolvência do Estado.

 

A Madeira é despesista. Aumento imparável da dívida, prova-o. Jardim, de um jardim, fez espelho enganador do “jardim do paraíso”. Gasta à tripa-forra. Do governo regional constituiu a principal fonte de emprego para a população. Consequência: quem depende do público, tornado jardim privado, não ousa alterar o bem-bom.

 

Pelo contrário, a Comunidade Europeia reconheceu excelente execução das contribuições comunitárias nos Açores. Economia e despesa contida. Limitada à satisfação de carências e melhoria de vida dos locais. Quase cinco vezes mais ilhas habitadas do que as do reino Jardim.

 

Lutas intestinas, por ora, correm. À parte folclores - buzinões pelo aumento nas portagens da A2 e A12, «marcha lenta» dos empresários com carrosséis por conta desfeita, com astúcia, pela polícia de trânsito-, decorre greve e «manif» dos enfermeiros. Recém-diplomados julgam imprópria a paga laboral de 1020 euros. O mesmo que professores e médicos em situação equivalente, exceptuando, para os últimos, «bancos» extraordinários. Dizem lutar pela dignificação profissional. Absurdo! Somente da excelência dos serviços prestados depende. Responsabilidade que lhes cabe. Comum a todos os trabalhadores.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:00
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