Sábado, 27 de Dezembro de 2014

DEUSES QUE CHORAM

 

 

 

Blake Flynn

 

 

Do ocorrido ano a ano enjeito classificar o melhor e o pior. À avaliação subjectiva que os opinion makers se encarregam de colectivizar, anteponho reflectir as ondulações sociais. O vaivém do pêndulo que nos envelhece e testemunha os nossos curtos passos na caminhada humana.

 

 

Num tempo de compita, o brilho, o património e as griffes são carimbo do sucesso. O enquadramento social é avaliado pela obediências a normas e convenções. Subvertê-las pela indiferença às lantejoulas que enfeitam os seres é tida como excentricidade encantadora, se o estatuto é superior, ou, sendo rasteiro, por mediocridade social. O continente abafando o conteúdo. Este remetido às franjas da consciência da maioria distraída do essencial das coisas e das pessoas.

 

 

Sociedade de códigos de barras. De frutos e peixes e legumes e ovos com tamanho único. De indivíduos com rótulos e prazo de validade. De crenças normalizadas - na eficácia, na eterna juventude, na tecnocracia. Na saúde que temos obrigação de preservar, fugindo como o Diabo da Cruz do que nem apetecível devia ser para sossego dos novos profetas. Dos cérebros Excel de alguns maestros da orquestra dirigente que nos espiolha e comanda.

 

 

Diariamente, a parte rica do mundo acresce omnipotência. Sofistica tecnologia que nos convence, a cada descoberta, do poder de adiar a morte. No deslumbramento sequente, iludimos a precariedade factual julgando rivalizar com Deus. Contudo, de todas as sofisticações e supremacias sobrarão apenas Pessoas e uma Terra que sofre. Frágeis os agressores e as vítimas. O planeta amanhecendo insensível à tristeza do acordar de milhões. Tornando de gelo o ar e as coisas. Arrefecidos os corações, sobrevem a paralisia emotiva com as brechas comuns perante o que a todos une: a morte e o nascer. Rente à dor, podemos ter um pouco de deuses, mas somos deuses que choram.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

 

 

publicado por Maria Brojo às 07:30
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Sexta-feira, 15 de Março de 2013

ESTA VIDA PORTUGUESA

 

Ria Van den Eyde

 

Para sorrir no último dia da semana.

 

“Congresso internacional de Medicina.

O médico alemão diz:
_ Na Alemanha, fazemos transplantes de dedos. Em 4 semanas o paciente está procurando emprego.
O médico espanhol afirma:
_ A medicina espanhola é tão avançada que conseguimos fazer um transplante de cérebro. Em 6 semanas o paciente está procurando emprego.
O médico russo diz:
_ Fazemos um transplante de peito. Em 1 semana o camarada pode procurar emprego.
O médico grego disse:
_ Temos um trabalho de recuperação de bêbados. Em 15 dias o indivíduo pode procurar emprego.
O médico português diz orgulhoso:
_ Isso não é nada! Em Portugal, nós arranjamos um homem sem cérebro, sem consciência, sem peito, mentiroso, corrupto e elegemo-lo primeiro-ministro. Em 3 anos o país inteiro está à procura de emprego.”

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:22
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
Vim aqui só pra comentar que o cara da imagem pare...
Olá Teresa: Fico contente com a tua correção "frei...
jotaeme desculpa a correcção, mas o rei freirático...
Lembrai os filhos do FUHRER, QUE NASCIAM NOS COLEG...
Esta narrativa, de contornos reais ou ficionais, t...
Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
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