Quarta-feira, 21 de Novembro de 2012

FRASES QUE IMPÕEM RESPEITO

 

Kenney Mencher 

- Ele manda-me um sms. Respondo, ao fim de algumas horas, por email. Ele protesta porque eu deveria ter usado idêntico meio de comunicação na minha resposta. Significa então, pergunto, que se amanhã receber um telegrama serei obrigado a responder também por telegrama? Exatamente, diz ele. Amigos, não são fáceis os amigos.”            Pedro Lomba

- "Não se pode exigir "demasiada" integridade aos deputados, ou não haveria nenhum"
Mendes Bota, presidente da Comissão de Ética da Assembleia da República          (Através de Telmo Vaz Pereira)

 - “Qual a diferença entre língua e linguagem?
- "Língua é o que fica na boca e linguagem é o que sai da boca".                (Através da Dobra do Grito e ocorrido em ambiente de aula)

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:31
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Quarta-feira, 29 de Julho de 2009

MULHER = HOMEM DE ACÇÃO?


Scott Jacobs

 

Irrestível esta sugestão! Não é réplica, nem contraditório, antes iluminado complemento do texto "Lealdade/Vício" publicado no dia 23.

 

“Quando me perguntam o que acho das mulheres, a minha inclinação natural é responder como um arguido: "Nada a declarar." Acho preferível exercer o meu direito ao silêncio, não vá alguém usar contra mim algumas das minhas palavras. Todo o homem é isso mesmo, começa como arguido diante das mulheres. Precisa de provar para não ser condenado.

 

Por isso, sempre achei que o segredo do negócio é dizer pouco e escutar muito. Se sei alguma coisa sobre as mulheres, é o mesmo que sei sobre economia: sei que devia saber mais. Mas não sei. E o que sei é mais ou menos o que irei repetir aqui.

 

É o seguinte. Toda a mulher - bela, feia, mediana, celestial, não importa - é, como dizia Cesare Pavese, um "homem de acção". Pavese teve uma paixão funérea (por uma americana que o chutou para canto) e disse que as mulheres são "homens de acção". Não acabou bem: matou-se. Os seus diários estão cheios dessa necessidade de perceber as mulheres, de prever as mulheres - e as mulheres, já se sabe, não querem nada muito transparente que logo se cansam. Pavese até sabia e foi por saber que se lixou.

 

De qualquer maneira, o que importa é essa visão realista sobre as mulheres: as mulheres como criaturas menos falíveis, menos lunáticas do que os homens, as mulheres dotadas de maior pragmatismo e lucidez que os do "outro lado".

 

Para as mulheres, não existem abstracções. Por exemplo, não existe o Homem mas homens concretos e mulheres concretas. Existe o pai, o irmão ou, desculpem o termo, o companheiro; nunca o membro insípido e distante da espécie. Depois, reparem que as mulheres, que nunca fizeram muitas revoluções, nunca fizeram, sobretudo, revoluções inúteis. O sufragismo foi uma revolução útil. As feministas empenhadas sabiam que não estavam a contemplar a terrífica exploração masculina para ocupar tempo. Queriam uma nova revolução para alcançar algo novo e importante.

 

Elas não trabalham de borla. Quando os soldados portugueses partiram para a Flandres na primeira Guerra Mundial, as mulheres portuguesas organizaram peditórios públicos. Não era generosidade. Não eram tempos livres. Era o imenso pragmatismo feminino a acontecer. Pensem num dos casais mais célebres de todos os tempos, Xantipa e Sócrates. Quem era Xantipa? Discutia Parménides com o marido? Nada disso importa. Porque Xantipa sabia mais do que Sócrates, é o que vos digo. E talvez olhasse para o pobre com algum compassivo desprezo.

 

As mulheres não querem saber o que são as coisas. Não são filósofas. Querem perceber antes como funcionam e o que se pode fazer com elas. Querem saber como fazer. O "como" é o que lhes interessa. São homens de acção à espera de uma batalha.”


Pedro Lomba
 

CAFÉ DA MANHÃ
 

publicado por Maria Brojo às 07:53
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