Sexta-feira, 3 de Junho de 2011

CINCO ERAM OS RATOS

Sorayama, Chris Beck

 

Se para mais do que os pensados voar é terror sem remédio, imaginemos o que sentem após divulgado que cinco ratos arranjaram abrigo num avião da Qantar, companhia australiana. Detectados pela tripulação pouco antes de admitidos os passageiros, foi constatado tratarem-se de filhotes o que indicia família a bordo. Olha se a filharada atrevida tinha sido discreta e dentes espevitados roíam cabos essenciais à segurança da aeronave!...  Aliás, a empresa atravessa maré de menos sorte por nos últimos tempos uma dezena de incidentes ter acontecido.

 

O medo de voar tem razões, como em tudo, diversas. A TAP promove cursos estruturados para os sofredores de tal pânico. Acompanhamento psicológico, experiências em simuladores, entrada em avião estacionado, respostas correctas às perguntas/inquietações. A missão termina com voo curto: Madrid destino comum. Parte substantiva dos passageiros sai curada. Amiga inscreveu-se no ‘curso’; entre os participantes, actriz portuguesa e conhecida obrigada a filmagens em múltiplos lugares do mundo. Surtiu o efeito pretendido na minha amiga, conquanto embarcar para o alto seja ainda a última das opções numa viagem.

 

Ora, a Teresa C. que adora aeroportos, não receia descolar da pista e na duração do trajecto apenas entope ouvidos, finos como antes ao baixar a altitude, pensa neste e noutros medos que tantos afligem. As consequências somáticas das emoções são banais. Há parcos dias, amigo nos quarenta, esforçado em treinos de horas num ginásio, no final do último saiu transportado pelo INEM e acamou no Hospital de Santa Marta. Razão: enfarte. Sobreviveu e aprendeu a conhecer o psiquismo que determina reacções do corpo. Julgava recuperar sem danos, pragmático como só ele, de um desgosto profundo. Mas não. Fugiu o sono recuperador, escolhia isolamento, abusou dos cafés e do tabaco, pedir ajuda nem pensar “porque sou forte e em par de semanas estou intacto”. Os excessos no ginásio eram alienação/remédio – extremando os músculos, anestesiava a psique.

 

Concluo: engana-se quem julga as mulheres mais atreitas a lidar mal com desgostos - a sensibilidade não tem género -, ignorar sinais desestabilizadores é ruína da pessoa. Avancemos então no autoconhecimento, estejamos atentos às nossas fragilidades e não sobrevalorizemos forças imaginadas.

 

Strangers on a plane

 

Each person/painting is an individual.

Each has his/her own identity.

For the most part,

        they have very little in common.

Yet, they all are going in the same direction.

 

They all got ON in the same place, and

       they and are going TO the same place.

Some may continue on their journey.

Some may come home.

 

Yet for a short period of time,

       they are all

       Strangers on a plane.

 

Autor desconhecido

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:51
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