Terça-feira, 28 de Outubro de 2014

O "MÉTODO MARILYN"

Ulysses, after Eve Arnold photographed her reading

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Fotografia de Eve Arnold 

 

Joyce, o dia 16 de Junho de 1904, dele, em “Ulisses”, as horas parodiadas de Leopold Bloom, Molly Bloom e Stephen Dedalus nem sempre estimulam leitura continuada. Eve Arnold, a mulher pioneira do fotojornalismo, reteve imagens várias da capitosa loura de Hollywood, Marilyn Monroe. Algumas, ignorando poses, revelam-na entretida com um calhamaço que a alheava do redor: “Ulisses”. Daqui, a pergunta: “Ela leu ou não leu?” Acrescento: atriz até nos momentos devidos ao repouso entre sessões fotográficas?

 

Décadas após, Richard Brown quis romper o mistério. O professor de Literatura escreveu a Eve Arnold. Que sim, que Marilyn já o lia quando a conheceu. Em voz alta, confessara-lhe, por gostar do estilo, conquanto difícil. A loira mítica assim desmentiu o (pré)conceito de ser apenas um belo corpo exposto generosamente e desprovido de pensar lógico convincente.

 

Facto é o professor Brown transpor para a atividade letiva o aprendido na investigação: “Ulisses” não deve ser lido com a persistência da água que corre até furar pedra. Abri-lo ao acaso, ler um trecho, depois outro é a recomendação de Brown aos alunos. “Método Marilyn”, chama-lhe.

 

Nota: texto publicado em "Escrever é Triste".

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 07:40
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Quarta-feira, 9 de Outubro de 2013

O “MÉTODO MARYLIN”

Marilyn lendo "Ulisses" - fotografia de Eve Arnold

 

Joyce. Dia 16 de Junho de 1904. Dele, em “Ulisses”, as horas parodiadas de Leopold Bloom, Molly Bloom e Stephen Dedalus nem sempre estimulam leitura continuada. Eve Arnold, a mulher pioneira do fotojornalismo, reteve imagens várias da capitosa loura de Hollywood, Marilyn Monroe. Algumas, ignorando poses, revelam-na entretida com um calhamaço que a alheava do redor: “Ulisses”. Daqui, a pergunta: “Ela leu ou não leu?” Acrescento: atriz até nos momentos de repouso entre sessões fotográficas?

 

Décadas após, Richard Brown quis romper o mistério. O professor de Literatura escreveu a Eve Arnold. Que sim, que Marilyn já o lia quando a conheceu. Em voz alta, confessara-lhe, por gostar do estilo, conquanto difícil. A loira mítica assim desmentiu o (pré)conceito de ser apenas um belo corpo exposto generosamente e desprovido de pensar lógico convincente.

 

Facto é o professor Brown transpor para a atividade letiva o aprendido na investigação: “Ulisses” não deve ser lido com a persistência da água que corre até furar pedra. Abri-lo ao acaso, ler um trecho, depois outro, é a recomendação de Brown aos alunos. “Método Marilyn”, chama-lhe.

 

O mais curi­oso é o con­se­lho de Brown ter alguma vali­dade. Na fase em que lia quase tudo do recente apa­re­cido nas livra­rias — houve cura, feliz­mente! -, des­bra­vei o “Lin­guado” do Gun­ter Grass seguindo o método. Após meia obra dige­rida no modo tra­di­cio­nal, não resisti: inter­va­lei pági­nas. Foi o melhor.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:51
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Olá Tudo bem?Faço votos JS
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