Segunda-feira, 9 de Setembro de 2013

A MULHER E A "CONSUMO FELIZ"

 

Autores que não foi possível identificar

 

Impressiona, desde os primeiros passos nas várias salas que expõem “Consumo Feliz”, a qualidade da pintura que serviria para matrizes de campanhas publicitárias britânicas. Adquirido por Joe Berardo o acervo da notável firma James Haworth & Company do Reino Unido cuja atividade teve início por volta de 1900 e continuada até cerca de 1980. Visão europeia da caminhada publicitária e do marketing decisiva para o entendimento do design gráfico contemporâneo.

 

Porque da evolução na área da publicidade na Europa pouco sabia, o meu interesse tem sido orientado para o feito nos Estados Unidos em semelhante intervalo de tempo, experimentei a surpresa do conservadorismo britânico no papel da mulher na sociedade e, por decorrência, na área tratada. Enquanto nos Estados Unidos, é patente a evolução feminina ao passar de objeto sedutor e alvo de sedução, de, pela fragilidade, pertencer-lhe o destino de ser protegido até protagonista na 2ª Guerra Mundial e no pós-guerra, no Reino Unido é ignorada a alteração do estatuto feminino. Ressalvo aqui porque bem patente na mostra, a importância da mulher na substituição do carvão e do petróleo como fontes energéticas pela eletricidade.

 

Na “Consumo Feliz” é omitido que estando os homens ausentes na guerra são substituídos na educação dos filhos, no mercado de trabalho pelas mulheres, as grandes decisoras nas opções familiares relativas à aquisição de bens que extravasam os simples consumos domésticos. Nos Estados Unidos, por esse tempo, as campanhas publicitárias relativas a automóveis são exemplo, ainda que as tabaqueiras promovam a mulher tentada e o homem tentador. Tomem-se como exemplos as campanhas da Philip Morris e de outras marcas. No caso da Philip Morris, a exposição contém o retrato pintado à mão do belo protagonista presente nas várias campanhas da marca (luz a mais ou a menos não me permitiram fotografia nítida). Finalmente, julgava, após inúmeras pesquisas, saberia qual o autor do retrato do personagem. Desilusão: “untitled” informava o guião da sala.

 

Feliz também a exibição de algumas páginas de figurinos de moda Art Nouveau, bem como divas de Hollywood - Katherine Hepburn, Elizabeth Taylor, Rita Hayworth, Grace Kelly, Gene Tierney, (...)

 

Nota: texto integral aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:35
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