Sexta-feira, 20 de Junho de 2014

DIA MUNDIAL DOS REFUGIADOS, O FUNERAL DO CINEMA KING

 

Kate Partali - Refugees                                                                                    David Olère – Unable  

 

Hoje, Dia Mundial dos Refugiados, é de lembrar que a Assembleia Geral da ONU criou em 14 de dezembro de 1950 o Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados (ACNUR). Objetivo: proteger e assistir às vítimas de perseguição, da violência e da intolerância. Cuida de homens, mulheres e crianças refugiadas; busca soluções duradouras para que possam reconstruir as vidas num ambiente normal. O número de refugiados ultapassou os cinquenta milhões pela primeira vez desde a Segunda Guerra Mundial, com a população Síria sendo a principal atingida. Dados aflitivos para quem possui consciência solidária e não de faz de si o umbigo do mundo. Os pequenos gestos, donativos, os grandes gestos, voluntariado, fazem a diferença, auxiliam os cuidados precisos que aliviem as marcas físicas e morais da fuga maioritária de idosos, mulheres e crianças.

 

Por guardar muitas e boas memórias da programação do cinema King por via do Paulo Branco, foi com desgosto que soube do seu fecho no final de 2013. Paulo Branco considerou incomportável o valor da atualização da renda e os sete trabalhadores do cinema foram colocados noutras duas salas de cinema da mesma exibidora. O espaço ocupado pelo King vai hoje a leilão. Definitivamente sepultado um marco da cultura nacional.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 10:04
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Segunda-feira, 10 de Fevereiro de 2014

VERDADE OU «INVENTONA» NA LÍBIA?

 

 

 

Amy Denes                                                                                            Visage touareg de femme du desert    

 

Recebi:

“Os socialistas franceses votaram para continuar a agressão à Libia, a Ana Gomes escreveu um artigo miserável no Público a pedir ainda mais intervenção. Não são só lacaios dos USA e todos andam com medo da queda do dólar porque os Estados têm enormes reservas de dólares e ficam todos com as calças na mão mas "the end is nigh whatever they may try". 

 

Como habitualmente a estória ē um pouco diferente da elaborada pelos servidores dos poderes instalados de acordo com as suas conveniências.
 
I – Tenha sido Kaddafi o bizarro que foi, a ONU constatou, em 2007, que a Líbia tinha:

 

1 - maior Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) da África (até hoje é maior que o do Brasil);

2 - ensino gratuito até à Universidade;

3 - 10% dos alunos universitários estudavam na Europa, EUA, tudo pago;

4 - ao casar, o casal recebia até 50.000 US$ para montar casa;

5 - sistema médico gratuito, rivalizando com os europeus. Equipamentos de última geração, etc...;

6 - empréstimos pelo banco estatal sem juros;

7 - o maior sistema de irrigação do mundo inaugurado em 2007, vem tornando o deserto (95% da Líbia) em fazendas produtoras de alimentos;

II – Porque detonar a Líbia então?

Três principais motivos:

1 - tomar o seu petróleo de boa qualidade e com volume superior a 45 bilhões de barris em reservas;

2 - fazer com que todo o mar Mediterrâneo fique sob o controlo da OTAN. Só falta agora a Síria;

3 – e, provavelmente, o principal:

- O Banco Central Líbio não é atrelado ao sistema financeiro mundial.

- As suas reservas são toneladas de ouro, que dão respaldo ao valor da moeda, o dinar, que desta forma está resguardado das flutuações do dólar.

- O sistema financeiro internacional ficou possesso com Kaddafi, após ele propor, e quase conseguir, que os países africanos formassem uma moeda única desligada do dólar.

III - O que é o ataque humanitário para libertar o povo Líbio?


1 - A OTAN comandada, como se sabe, pelos EUA, já bombardearam as principais cidades Líbias com milhares de bombas e mísseis em que um único projéctil é capaz de destruir um quarteirão inteiro. Os prédios e infra estruturas de água, esgotos, gás e luz estão seriamente danificados.

2 - As bombas usadas contêm DU (Urânio »depletado») que tem um tempo de vida de cerca de 3 bilhões de anos (causa cancro e deformações genéticas).

3 - Metade dos meninos líbios estão traumatizadas psicologicamente por causa das explosões que parecem terramoto e racham estruturas das casas.

4 - Com o bloqueio marítimo e aéreo da OTAN, as crianças sofrem principalmente com a falta de medicamentos e alimentos.

5 - A água já não mais é potável em boa parte do país. De novo, as crianças são as mais atingidas.

6 - Cerca de 150.000 pessoas por dia, estão deixando o país através das fronteiras com a Tunísia e o Egipto. Vão para o deserto ao relento, sem água nem comida.

7 - Se o bombardeio terminasse hoje, cerca de 4 milhões de pessoas estariam precisando de ajuda humanitária para sobreviver: água e comida.

Em suma: O bombardeio "humanitário", acabou com a "nação" líbia. Nunca mais como era anteriormente.

 

Intentona, inventona? A cada um seu julgar."

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:49
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Sábado, 24 de Agosto de 2013

NO INFERNO

 

“A Matter of Life and Breath” de Danny Hahlbohm

 

Corre a sazonalidade dos incêndios. Das matas, porque os das almas não têm época passível de certezas. A Síria comprova a tese - “O Inferno” de Dante está inscrito a fogo no espírito da humanidade. Mas sendo dos incêndios nacionais o tratado, lembrar o negrume pestilento dos solos ardidos, a tragédia dos perecidos, é imperioso. Em Lisboa, dois a carvão escritos na história: o que no dia 1 de Novembro cerrou mandíbulas em 1755, e no Chiado a 25 de Agosto no ano de 1988.

 

Vinte e cinco anos desde a madrugada naquele preciso dia de Agosto, aprestam-se a ser cumpridos. Em viagem desde manhã muito cedo, saberia do drama pela TSF. Incredulidade foi o sentimento primeiro. Mágoa, o seguinte, pelo desaparecimento do encanto decadente da fração do interior da cidade que já na infância mais amava. Chegada a Lisboa, pela tarde, viria a testemunhar o horror a partir do Camões. Somente quem conheceu o glamour da “Baixa Chiado”, dos Armazéns do Grandella e do Chiado as madeiras gastas, escadarias, manequins d’antanho nas montras e dentro, chegado o Natal, a fantasia exposta aos passantes – visita obrigatória para adultos e crianças – chora as memórias.

 

A reabilitação urbana daquele lugar pertenceu e pertence ao arquiteto Siza Vieira. Ficará concluída no próximo ano. Pelo visto, desapareceu para sempre a alma do espaço. Em contrapartida, democratizou o leque de frequentadores, outrora refúgio de elites. Ainda assim, os edifícios de apartamentos que abrem túneis para deliciosas pracetas, oferecem valores proibitivos aos candidatos a moradores.

 

“Amanhã, será lançado o livro "O Grande Incêndio do Chiado", que reúne fotografias de Alfredo Cunha, Fernando Ricardo, José Carlos Pratas e Rui Ochoa. O livro (edição Tinta da China) é lançado às 16h de domingo na FNAC dos Armazéns do Chiado e as fotografias expostas a partir de segunda-feira, no Museu dos Bombeiros.”

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 10:21
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Sexta-feira, 5 de Março de 2010

QUANDO AS MAÇÃS SÃO BRANCAS

Kathy Sharpe


Caixas brancas. Nem um carimbo à vista. Camufladas. Objectivo: escapar ao zelo dos militares que vigiam a fronteira Síria. Dentro, empilhadas, maçãs lustrosas. Vendidas depois em Damasco. Israel e a Síria ligados por frutos sob asa da Cruz Vermelha. Neste ano, previsto o transporte de dez mil toneladas.

 

Vender fruta é essencial para os agricultores nos Montes Golã. Sobranceiros à região nordeste de Israel, incluem o lago Tiberíades, o maior reservatório de água do Estado Judaico. Há décadas, disputados por países. Milhares de muçulmanos que neles vivem recusam a nacionalidade israelita e preservam a síria. Os drusos são os únicos habitantes de Israel isentos de serviço militar - quase certo o alvo na mira das armas.

 

Marianne Gasser, da delegação do CICV na Síria, a propósito deste novo elo, afirmou semelhante a isto: há alegria pelo acontecimento e interesse bilateral. Esperamos que ajude outras retomas de consciência humanitária. Familiares divorciados pela linha de demarcação é um deles.

 

Que as caixas brancas, em trânsito, encobrindo maçãs antecedam mais «frutos».

 

Nota - pela insuficiência dos produtos germinados nos solos liderados pelo Dr. Durão Barroso, um terço dos abacates consumidos pelos europeus é nado em Israel. Pimenta e tomate, a seguir. Manjerição, cebolinho e hortelã ganham em frescura aos hortícolas chegados do Egipto e de Marrocos. Dos movimentos comunais gerados pela determinação interceptada com utopia, kibutzim foram e são exemplo.

 

CAFÉ DA MANHÃ
 

Inch Allah (Até amanhã se Alá quiser).

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:26
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