Terça-feira, 16 de Dezembro de 2014

CARÍSSIMO RUI

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Wassily Kandinsky (É celebrado hoje o 148º aniversário de Wassily Kandinsky)

 

 

Política. Do grego politiké - a arte de governar a cidade. Ciência ou arte de governar. Conjunto dos princípios e dos objetivos que servem de guia a tomadas de decisão e que fornecem a base da planificação de atividades em determinado domínio. 

 

 

«Porque há tão poucas mulheres bloggers na blogosfera a ter "intervenção política" ou mesmo a fazer da opinião política tema relevante dos seus blogues? Quem diz bloggers diz não bloggers e fora dos blogues. Estarei enganado? Não é isto um facto? E tu Maria?»

 

Caríssimo Rui,

 

Respondo pela mesma ordem: sim, não e aqui me tens. Resumindo: quem da intervenção política faz substância de blogue são as mulheres. Ponto. E nem demora a justificação. Faz a fineza de descer ao parágrafo seguinte e seguir a rodilha do meu pensamento.

 

Os blogues femininos, como foi concluído no “Ciclo Falar de Blogues”, tratam de temas tão diversos como a técnica de bem aplicar uma tinta no cabelo, conjugalidades, férias - a verdadeira promoção de Portugal no estrangeiro é feita por nós, giríssimas, encantadoras, bronzeadas e muito, muito alinhadas -, segredos culinários, pedagogia, dicas de beleza e moda, saúde, poesia, lingerie, literatura, compras, logo economia!, teias sociais, pintura, cultura, segurança, como dar a volta ao parceiro sem ao encolher de ombros fazer guerra, o mesmo no emprego, com a funcionária, a sogra, a amiga e a vizinha do terceiro que empesta o elevador com fina mistura de essências de tabaco e ópio - não a mandar à ***** é diplomacia de primeira!

 

 

Depois, há a conhecida realidade da gestão dos sempre escassos recursos domésticos. Somas as primeiras a saber «de facto», e não por enganosas oratórias, a tragédia da economia, da falência dos valores, dos afetos, da educação (não descuidamos os filhos), da saúde (aguentamos filas acompanhando o sogro ou a Madalena ao centro de saúde), da justiça (para nos divorciarmos enrugamos como passas algarvias), das finanças, da conflitualidade na rua, no bairro e no mundo.

 

 

O que referi não é política? O que é então? Mas entendi, sim, Rui. Dessa política que a muitos encanta, a maioria de nós quer distância ou intervém com uma postura em muito diferente da vossa. A bissetriz é que importa. Dela se fazem os dias.

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:53
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Segunda-feira, 27 de Outubro de 2014

TERRAMOTO NA EDUCAÇÃO

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Jim Daly

 

Quando me sinto provocada nas minhas convicções, quando a revolta me embarga o verbo, quando se trata de ultraje aos elementares direitos dos cidadãos, procuro distanciar-me até o racional ganhar à subjetividade. «Reações a quente» não se harmonizam com quem sou. Prefiro diálogo esclarecedor ou, na impossibilidade de acontecer, exercitar análise crítica isenta de emoções.

 

 

O direito à saúde, à educação, à justiça são áreas sensíveis das quais não me distraio. Pela omissão de escritos meus sobre os sucessivos escândalos do administrar governamental nas prioridades sociais atrás referidas, que não subjaza o meu alheamento. Estive, estou, estarei (se amanhã acordar) centrada no respeito aos direitos humanos no mundo, em Portugal especialmente. A não esquecer que na passada terça-feira o nosso país foi eleito membro do Conselho de Direitos Humanos (CDH) da ONU para o biénio 2015/2017 numa votação recorde - nunca qualquer país recebeu um tão elevado número de votos para uma organização das Nações Unidas. Foi bonito. Soube a mel.

 

 

Vai o ano letivo a meio do primeiro período de aulas, educandos e educadores continuam desesperados por começo invulgarmente tardio do ano escolar. Professores saltitam de uma colocação escolar para outra, alunos sem aulas ou que já conheceram três professores numa só disciplina ficando dias-a-fio sem nenhum. Terramoto na educação. Terramoto na estabilidade de crianças e jovens que carecem de confiança nas escolas para o estudar ser estímulo e não roleta russa. Terramoto nas famílias angustiadas perante sistema em descalabro.

 

 

Como acreditar na evolução de um povo quando o edifício educativo se alicerça em solo incompetente?

 

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 11:22
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Sábado, 17 de Dezembro de 2011

NÃO É NOVIDADE, MAS PERGUNTA-SE

Randis

 

Recebi de leitor e comentador ocasional do SPNI:

1

"Iremos ter um governo mundial, quer queiramos quer não. 

A questão é saber se será conseguido pela conquista ou pelo consentimento”
-James Warburg, banqueiro e conselheiro financeiro de Franklin Roosevelt, 17 de Fevereiro de 1950.
2
Até que ponto foi a 'dinâmica' esquerda/direita um meio de manter os cidadãos divididos enquanto se preparava o sistema de dominação global e/ou! até que ponto, em presença disto, foi ou não a URSS um retardador?

  

Off-topic e vendo o assunto de trás p'a frente ie. nos seus antecedentes remotos, veja a discussão que o sr. Timothy Snyder faz em 'Bloodlands: Europe Between Hitler and Stalin'

(Basic Books ISBN-13: 9780465002399)

ou, em português, 

'Terra Sangrenta, a Europa entre Hitler e Stalin'

(Bertrand ISBN: 9789722523639)”

 

Dá-se o caso de ontem ter mantido conversa onde foi especulado o destino da Europa e de Portugal. O e-mail entrado na minha caixa de correio privada veio a propósito. Das reflexões limitar-me-ei aquelas que abrangeram este país que já foi nosso e hoje é de todos menos do povo que o habita. Nova ordem social é precisa e inevitável. Defendo que iremos de derrota em derrota até à derrota final. Paulatinamente, ou de supetão. O interlocutor aventou que ou os «taratas» - assim designa os militares – tomam conta do assunto como no Abril comemorado, ou é o naufrágio do rectângulo, outrora independente, mais ocidental da Europa. Um dos argumentos foi a inexperiência da ‘garotada’ que nos (des)orienta. Esgrimi outro: os militares em funções cresceram e formaram-se no estropiamento dos valores sociais que tem afectado as sucessivas gerações e governações. Somente armas deles fazem esperar diferente.

 

O sistema fede. Continuará a feder até ao insuportável. O despudor não tem limites: duas caixas multibanco, uma em Cascais, outra em Gaia passam a dispensar ouro e notas; o representante da polícia numa autarquia que entendi do Norte em vez de cartão natalício tropeçou num engano e enviou imagens de meninas pouco vestidas acompanhadas de legendas adequadas. A Saúde e a Justiça rastejam como lesma que deixa sinal pegajoso. Enquanto isto, a sopa dos pobres já não chega para encher a tigela dos necessitados cujo número é maior a cada dia. A nova Lei Laboral é mais flexível que junco na margem dum ribeiro. Protecção social? _ Nem vestígio de competência.

 

Portugal e a Europa e o mundo pela desgraça de milhões chegarão, fatalmente, a novo ciclo na história da humanidade. Terramoto maior que o de 1775.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

Recolhido no Facebook via João Marques de Carvalho e achado pessoal.

 

publicado por Maria Brojo às 08:14
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Quarta-feira, 20 de Abril de 2011

HAJA SAÚDE E COZA O FORNO!

Jean François Millet, autor que não foi possível identificar

 

Em tempos de miséria outros, das quintas poucas e das muitas parcelas estreitas advinha sustento que, a par da capoeira e do porco na 'salga', dele carnes fatiadas, presunto e fumeiro duravam um ano, havendo parcimónia e poucas bocas para alimento. Sendo muitas, pão com azeitonas era janta. Quem na Beira Alta tinha um forno, a troco de tostões, cozia pão centeio e broas e trigas – escassas estas por naqueles chãos e clima o trigo se amofinar com as geadas e neves. O horizonte de felicidade das gentes resumia-se a pouco – “haja saúde, coza o forno, e o pão seja para nós!”.

 

Dos pés descalços e tamancos, dos aventais e xailes, dos lenços que protegiam carrapitos empertigados, foi longo e tortuoso o carreiro andado até hoje. “Vem aí o desenvolvimento!” foi notícia que de tão ouvida sem ninguém dela ver proveitos, se assemelha aos gritos do Pedro ameaçando com o lobo. Quando chegaram indícios de progresso, a morte arribara primeiro. Seriam netos e bisnetos a viverem benfeitorias prometidas aos antepassados. Aos poucos, deixaram entregues às silvas e giestas desordenadas os lameiros.

 

Sem troika negocial que nos valha em breu tão espesso, indo a Saúde de mal a colombianos, dado Portugal como país de risco no que concerne a motins e conflitos sociais, não cozendo o forno, nem sendo para nós o pão, ai de quem recuar nas «As» muitas para os poucos que somos a caminho de hortas e canteiros donde provenha complemento aos esquálidos sacos de compras. E lembro dois amigos desafogados financeiramente que aos fins-de-semana e nas férias saíam de Lisboa, olhos postos em miraculosas horas de ar limpo e com enxada na mão. No regresso, orgulhosos, postavam na cozinha as primícias da terra semeadas e colhidas por eles. E quem vendeu as leiras ou nunca as teve? Que se legitime arrendar e cultivar fracções de baldios - hortas/jardins são preferíveis a manchas com tojos e poeira no ar. Sem elas e sem varanda é difícil o remedeio, mais não seja para vigiar o crescer da salsa, da hortelã e do manjericão.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 08:19
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