Terça-feira, 13 de Dezembro de 2011

A VERDADE DA MENTIRA

Autor que não foi possível identificar, Ossi Hiekkala

 

“Dos fracos não reza a história”. Injusto e baralhado dito por não valorizar os comedidos e resistentes, por confundir fortes e arrogantes, fracos com medrosos, estes como sacos ambulantes de terrores e dúvidas sistemáticas nos outros e nos amanhãs. O ideal seria personalidade sólida temperada pela contenção. Identificamo-nos com os fortes, mas quão inseguros e perdidos e receosos e tímidos nos sabemos... Rejeitamos a fraqueza, porém é a comum inspiração dos comportamentos. Somos mistura de força e fragilidade. Como uma pedra de sal - poderosa nas ligações eléctricas que a unem, fracturada à mais leve tracção.

Na pujança dos castelos, gentes procuravam-nos como abrigo; sob as fundações encontravam refúgio, enquanto outros cumpriam penas nas masmorras negras. Das ameias, era abarcado o horizonte e feita vigilância que atemorizasse agressores; por ali, defesa e ataque. Duas portas ligavam o castelo ao exterior: a principal, vigiada e porventura servida por ponte levadiça, a segunda tradicionalmente conhecida pela «da traição». Dissimulada, fácil de proteger; todavia vulnerável - bastava um espião ou traidores dentro do castelo na posse da chave adequada. E quem somos perante a encastelada personalidade construída, senão espiões e traidores do «ser» à custa de artimanhas várias? Bem podemos julgar-nos, zelosamente, protegidos de ferimentos que nos auto-infligimos. É mentira!

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:07
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Domingo, 21 de Março de 2010

BOTÕES LASCIVOS

 

 

Autor que não foi possível identificar

 

Começou a "Primavera Boreal" neste Hemisfério Norte. Ninguém diria: árvores com  galhos débeis e secos, flores, poucas, em botões lascivos que perdem (ganham?) por tão pequenos e ocultos. Pela altura esta, deviam ousar exuberância, apelar ao ‘olhem para mim tão pronta e despudorada!’ Mas não. Os solos encharcados, sofrem indigestão pelos lagos que substituíram terreno firme. Água a mais, seiva a menos? E apetece brincadeira. Provocar os sinais. Pensar amores, diferenças (semelhanças?) entre homens e mulheres. Depois, unidos pela mão-na-mão, pelos lábios e corpos gulosos. É sempre assim chegado o tempo oficial _ oficiosamente, qualquer o é _ de todos os arrepios. 

 

"Amizade Feminina


Certa noite a mulher não volta para casa. No dia seguinte, disse ao marido que tinha dormido em casa de uma amiga. Desconfiado, telefonou para as 10 melhores amigas da mulher. Nenhuma sabia de nada.
Moral da «estória»: raça desunida. 
 
Amizade Masculina

 

Certa noite um homem não voltou para casa. No dia seguinte, disse à mulher que tinha dormido em casa de um amigo. Desconfiada, telefonou para os 10 melhores amigos do marido. Oito confirmaram que ele tinha passado a noite na casa deles e dois disseram que ainda lá estava.
Moral da «estória»: raça trapaceira."

 

Contra estereótipos as mulheres marcham há muito e unidas.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

 

publicado por Maria Brojo às 09:31
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Olá!Como vai?Já passaram uns meses... sem saber de...
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Autor que não foi possível identificar: Andrew Atr...
De férias , para sempre. Fechou a loja... :-(
Curta as férias querida...Beijos
ABANDONODAVID MOURÃO FERREIRAPor teu livre pensame...
Ainda?Isso aí no Inverno é gelado ;-)

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