Terça-feira, 5 de Março de 2013

AMOR EM TERRA QUEIMADA

Antonella Cinelli - Segreti

 

Queria-o para sempre e não lhe dizia. Fora em Madrid, Picasso e Modgliani como patronos, que acendera a paixão. Ao telefone, ele no Porto, ela caminhando, cega, pelos danos da lonjura na cidade um dia renegada agora fermento de pão novo, nunca ázimo, descobria. E palmilhava quilómetros de frio, a pele e a vulva e a fisga do desejo esticada ao limite da mulher. Ele ficara, ela fora. Que não podia, que tinha ensaios e concertos em agenda. Talvez no granito, talvez viajante em pedras distantes. Mas era a fala que lhe trazia a rédea. Gostava. O sentimento de pertença definido por mais um vértice na geometria onde era.

 

No início, assombrara-a o elo intenso e contado e remetido a idos próximos. Ninguém faz o luto de um amor tão depressa, disse. Ele negara. Dela, abespinhara-o a oferta de ombro amigo. _ “Os amigos não fazem ninguém feliz. Só o amor na terra queimada e onde é majestade me interessa. O resto é deserto sem incluir oásis de breves deleites.”

 

Quisera-o, apesar da intransigência. (...)

 

Nota: publicado aqui.

 

CAFÉ DA MANHÃ

 

publicado por Maria Brojo às 09:46
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